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Trump faz discurso na Casa Branca 5/4/2017 REUTERS/Yuri Gripas

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Por Steve Holland e Phil Stewart

A BORDO DO AIR FORCE ONE/WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira que “algo deve acontecer” com o presidente sírio Bashar al-Assad após um ataque com gás venenoso na Síria, num momento em que o Pentágono e a Casa Branca realizaram discussões detalhadas sobre opções militares.

Embora Trump não tenha chegado a pedir para Assad deixar o cargo, os comentários foram as suas maiores sugestões até o momento de que os Estados Unidos podem estar seguindo em direção a uma posição mais firme contra Assad, cujo país tem sido devastado por seis anos de guerra civil.

“Penso que o que Assad fez é terrível”, disse Trump a repórteres que viajavam com ele a bordo do Air Force One, o avião presidencial norte-americano, para a Flórida.

“Penso que o que aconteceu na Síria é uma desgraça à humanidade e ele está lá, e eu acho que ele está comandando as coisas, então algo deve acontecer”, disse Trump.

O ataque com gás venenoso na terça-feira na cidade síria de Khan Sheikhoun, tomada por rebeldes, matou ao menos 70 pessoas, muitas delas crianças, e apresentou a Trump sua maior crise na política externa desde que assumiu, em janeiro.

Washington culpou o governo sírio, aliado de Irã e Rússia, pelo ataque.

Trump tinha, até agora, centrado sua política sobre Síria quase que exclusivamente em derrotar os militantes do Estado Islâmico no norte da Síria, onde as forças especiais dos EUA estão trabalhando com grupos armados árabes e curdos.

Mas uma autoridade norte-americana disse que opções estavam sendo discutidas pelo Pentágono e a Casa Branca que podem incluir proibição de aeronaves usadas pelas forças de Assad, acrescentou a autoridade, falando em condição de anonimato.

Tais opções também podem incluir uso de mísseis de cruzeiro, permitindo que os EUA atinjam alvos sem colocar aeronaves tripuladas nos céus acima da Síria.

Atacar Assad colocaria os EUA em desacordo com a Rússia, aliada incondicional do governo sírio e que interveio a favor do presidente em setembro de 2015, levando o rumo do conflito a favor do governo sírio.

A autoridade norte-americana não comentou sobre o quão possível seria uma ação militar e não sugeriu quais, caso existam, opções podem ser recomendadas pelo Pentágono.

A autoridade acrescentou que o secretário de Defesa dos EUA, Jim Mattis, e o assessor de segurança nacional da Casa Branca, H.R. McMaster, já estão em conversas sobre a questão.

Mattis irá possivelmente discutir as opções quando se encontrar com Trump em seu retiro em Mar-a-Lago, na Flórida, segundo a autoridade.

(Com reportagem de Roberta Rampton, em Washington)

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