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Trump faz discurso em refinaria em Mandan 6/9/2017 REUTERS/Jonathan Ernst

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Por Jeff Mason e Michael Martina

WASHINGTON/PEQUIM (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alertou nesta quarta-feira que os EUA não irão mais tolerar ações da Coreia do Norte, mas disse que o uso de força militar contra Pyongyang não será sua “primeira escolha”.

Em uma série de ligações com líderes mundiais dias após o sexto e mais poderoso teste nuclear da Coreia do Norte, Trump e o presidente da China, Xi Jinping, se comprometeram em “tomar mais ações com o objetivo de alcançar a desnuclearização da península coreana”, informou a Casa Branca.

“O presidente Xi gostaria de fazer algo. Iremos ver se ele pode ou não fazer. Mas nós não iremos mais tolerar o que está acontecendo na Coreia do Norte”, disse Trump a repórteres, embora não tenha dado mais detalhes.

“Eu acredito que o presidente Xi concorda comigo 100 por cento”, acrescentou.

Perguntado se está considerando uma resposta militar à Coreia do Norte, Trump disse: “Certamente, esta não é nossa primeira escolha, mas vamos ver o que acontece”.

Xi, que tem sofrido pressão de Trump para fazer mais para ajudar a conter os programas de mísseis e nuclear da Coreia do Norte, disse ao presidente norte-americano durante conversa telefônica de 45 minutos que a questão norte-coreana deve ser resolvida através de “diálogo e consultas”.

O foco em negociações da China, principal parceira comercial da Coreia do Norte, contrastou com as afirmações de Trump durante os últimos dias de que agora não é hora para conversas com a Coreia do Norte, enquanto ao invés disto pressionava por maior pressão internacional sobre Pyongyang.

Os EUA e a Coreia do Sul pediram para a Organização das Nações Unidas considerar novas duras sanções sobre a Coreia do Norte após teste nuclear no domingo, que Pyongyang disse ter sido de uma avançada bomba de hidrogênio.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, insistiu nesta quarta-feira que resolver a crise nuclear norte-coreana é impossível somente com sanções e pressão.

Putin se encontrou com o presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, às margens de uma cúpula econômica na cidade oriental russa de Vladivostok em meio a crescente preocupação internacional de que a Coreia do Norte planeja mais testes de armas, incluindo possivelmente um lançamento de míssil de longa distância antes de uma celebração no fim de semana.

Putin ecoou outros líderes mundiais em denúncias ao teste de bomba nuclear mais recente da Coreia do Norte, no domingo, dizendo que a Rússia não reconhece seu status nuclear.

“O programa nuclear e de mísseis de Pyongyang é uma rude violação de resoluções do Conselho de Segurança da ONU, prejudica o regime de não proliferação e cria uma ameaça à segurança do nordeste da Ásia”, disse Putin durante entrevista coletiva.

"Ao mesmo tempo, é claro que é impossível resolver o problema da península coreana somente com sanções e pressão”, acrescentou.

Nenhum progresso pode ser feito sem ferramentas políticas e diplomáticas, disse Putin.

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Reuters