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Presidente dos EUA, Donald Trump, fala em um Painel de Empoderamento das Mulheres na Sala Leste da Casa Branca em Washington, EUA 29/03/2017 REUTERS/Carlos Barria

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Por Roberta Rampton e Richard Cowan e Amanda Becker

WASHINGTON (Reuters) - A animosidade e a desconfiança podem representar um obstáculo para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e os conservadores linha-dura de seu Partido Republicano no momento em que as duas forças tentam superar uma derrota na reforma da saúde embarcando em uma reforma tributária.

Trump acusou os parlamentares do Caucus da Liberdade de provocaram uma derrota para o governo ao rejeitarem o projeto de reforma do sistema de saúde apoiado pela Casa Branca que substituiria a lei de saúde de 2010 do ex-presidente Barack Obama.

Em entrevistas com 10 dos cerca de três dezenas de membros do Caucus da Liberdade da Câmara dos Deputados, os parlamentares disseram estar dispostos a colocar de lado as tensões causadas pelo fiasco da reforma da saúde e buscar um meio termo na reforma tributária.

Mas não existe consenso, nem dentro da facção conservadora, sobre os detalhes de um projeto de lei de reforma dos impostos, e alguns membros do Congresso estão abertos a debater ideias como um plano de tarifas nas fronteiras, que tem apoio de líderes da Câmara, mas outros se opõem à proposta.

O deputado Warren Davidson, integrante do Caucus da Liberdade de Ohio, disse que os republicanos deveriam parar de trocar acusações e lidar com suas diferenças de abordagem antes de propor uma legislação de reforma tributária.

"Algumas pessoas ainda estão naquele (estágio) da mágoa e da frustração", disse Davidson. "Realmente acho que é sensato usar o tempo que for preciso para fazer isso direito".

O deputado republicano David Schweikert, do Arizona, parlamentar do Caucus da Liberdade que atua no Comitê de Meios e Medidas da Câmara, responsável pela criação de impostos, pode emergir como mediador entre a facção conservadora e os líderes da casa. O comitê irá trabalhar de perto com a liderança da Câmara no projeto de lei de reforma dos impostos.

Schweikert disse que pretende consultar membros das duas partes para debater planos e conhecer suas prioridades. Segundo ele, dar incentivos para as empresas investirem em fábricas e equipamentos é um dos itens em sua própria lista de desejos.

"Minha ideia fixa pessoal é muito simples: o que maximiza o crescimento econômico?", afirmou Schweikert. 

O deputado Mark Meadows, presidente do conselho do Caucus da Liberdade, disse que o grupo não tem "nenhuma posição formal" sobre a estrutura da legislação de reforma tributária, mas listou suas próprias prioridades: "Impostos mais baixos, impostos mais baixos e impostos mais baixos".

Reuters