WASHINGTON (Reuters) - A campanha à reeleição do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e do partido Republicano arrecadou mais de 60 milhões de dólares em janeiro, durante o contexto de impeachment que ameaçava o mandato de Trump.

A Câmara dos Deputados, liderada pelos democratas, acusou Trump em 18 de dezembro, tornando-o o terceiro presidente da história norte-americana a ter essa marca em seu legado. Mas a Casa esperou até meados de janeiro para enviar os artigos de impeachment ao Senado para um julgamento sobre a sua destituição. O Senado o absolveu em 5 de fevereiro.

"O vergonhoso processo de impeachment dos democratas e o caos nas primárias apenas contribuíram" para o apoio financeiro à reeleição de Trump, disse Brad Parscale, gerente de campanha do presidente, em um comunicado, aparentemente referindo-se ao desastre do caucus democrata em Iowa na semana passada.

A campanha, os comitês de captação de recursos e o Comitê Nacional Republicano arrecadaram 60,6 milhões de dólares no mês passado e agora têm mais de 200 milhões de dólares, segundo a campanha.

As campanhas gastam milhões de dólares para comprar publicidade na televisão, pagar funcionários e cobrir as outras despesas necessárias para ganhar a eleição.

O atual líder na disputa interna do Partido Democrata para concorrer à Presidência pela legenda, o senador Bernie Sanders, levantou 25 milhões de dólares em janeiro, o melhor mês de sua campanha.

O site Open Secrets descobriu que o comitê de campanha de Trump e grupos externos captaram 232,09 milhões de dólares até 3 de fevereiro, com base em dados da Comissão Federal de Eleições.

Também disse que a campanha de Sanders conta com cerca de 108 milhões de dólares.

Os únicos possíveis concorrentes de Trump no lado democrata, com quase o seu montante de apoio - Michael Bloomberg e Tom Steyer - são bilionários colocando fundos pessoais em suas corridas. O comitê de campanha de Steyer tem 205,38 milhões de dólares, sem fundos externos, e o comitê de Bloomberg tem 200,36 milhões de dólares, sem fundos externos, afirmou o site.

A campanha do ex-vice-presidente Joe Biden, que estava no centro da controvérsia do impeachment, tinha apenas 59,55 milhões de dólares em janeiro.

(Reportagem de Lisa Lambert)

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