Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

Presidente eleito dos EUA, Donald Trump. 28/10/2016 REUTERS/Carlo Allegri

(reuters_tickers)

NAÇÕES UNIDAS (Reuters) - A eleição de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos e a ascensão de líderes populistas na Europa são uma "profunda ameaça" aos direitos humanos, alertou a organização Human Rights Watch nesta quinta-feira em seu relatório global anual.

O relatório de 687 páginas analisa as práticas de direitos humanos em mais de 90 países.

"Trump e vários políticos na Europa buscam o poder por meio de apelos ao racismo, xenofobia, misoginia e nativismo", disse Ken Roth, diretor-executivo da Human Rights Watch. "A ascensão do populismo é uma profunda ameaça aos direitos humanos."

"Todos eles alegam que o público aceita violações dos direitos humanos como supostamente necessárias para garantir empregos, evitar a mudança cultural e se prevenir de ataques terroristas. Na verdade, o desrespeito aos direitos humanos oferece a rota mais provável para a tirania", disse.

Trump tomará posse em 20 de janeiro. Roth citou a campanha eleitoral de Trump e a campanha que resultou na saída do Reino Unido da União Europeia como "ilustrações vívidas" das políticas de intolerância. Na França, Marine Le Pen, líder da Frente Nacional, contrária à UE e à imigração, é candidata à Presidência.

Roth também fez críticas ao presidente russo, Vladimir Putin, e ao presidente da China, Xi Jinping, pela repressão de seus governos a dissidentes. Ele também acusou o presidente sírio, Bashar al-Assad, de desrespeitar as leis da guerra ao mirar em civis durante o conflito no país.

"Esquecemos o risco dos demagogos do passado: os fascistas, comunistas e sua laia que reivindicou uma visão privilegiada em nome do interesse da maioria, mas acabou por massacrar o indivíduo", disse.

Segundo Roth, eleitores ao redor do mundo precisam cobrar dos políticos com base nos valores de uma democracia que respeita os direitos.

(Reportagem de Michelle Nichols)

Reuters