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Trudeau e Trump se cumprimentam na Casa Branca. 13/2/2017. REUTERS/Kevin Lamarque

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Por Andrea Hopkins

WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira que o país vai fazer, segundo ele, um “aperfeiçoamento” da sua relação comercial com o Canadá, deixando de pedir um realinhamento maior, num desdobramento que provavelmente vai agradar o primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, que o visitava.

Trump tem prometido uma renegociação do Acordo de Livre Comércio da América do Norte, o Nafta, que conecta as economias dos EUA, Canadá e México, para tornar as condições mais favoráveis para os norte-americanos.

Numa entrevista à imprensa com Trudeau depois de reunião na Casa Branca, Trump afirmou que a sua maior preocupação no que diz respeito ao Nafta é a relação comercial dos EUA com o México, país que ele frequentemente acusa de roubar empregos norte-americanos.

"Nós temos uma relação comercial com o Canadá muito boa. Nós vamos aperfeiçoá-la”, declarou Trump.

"É uma situação muito menos séria do que a que se dá na fronteira ao sul. Na fronteira ao sul, por muitos, muitos anos, a transação não foi justa com os Estados Unidos”, afirmou ele.

Trudeau respondeu cuidadosamente a perguntas sobre a relação comercial do Canadá com os EUA no que foi a sua primeira reunião com o novo presidente. Ele disse esperar que cada país continue sempre como o parceiro mais importante do outro.

"Houve momentos em que nós divergimos em nossas abordagens, e isso sempre foi feito com firmeza e respeito. A última coisa que os canadenses esperam é que eu venha e ensine um outro país sobre como eles devem escolher a sua forma de governar”, afirmou Trudeau.

A promessa de Trump de renegociar o Nafta tem alarmado autoridades canadenses, apesar de ele citar o México nas suas críticas. O Canadá envia 75 por cento da suas exportações para os EUA.

Os canadenses passaram a defender mais o Nafta depois da vitória eleitoral de Trump em 8 de novembro, segundo uma pesquisa do Instituto Angus Reid divulgada nesta segunda-feira. Dos 1.508 entrevistados, 44 por cento disseram que o Nafta beneficiara o Canadá, quando em junho passado esse número foi 25 por cento.

Quando perguntado sobre as preocupações de empresas canadenses sobre possíveis mudanças no Nafta, Trudeau disse: “É uma preocupação real para muitos canadenses porque nós sabemos que a nossa economia é muito dependente da nossa relação com os Estados Unidos”.

"Bens e serviços cruzam a fronteira todos os dias. Temos que permitir esse fluxo livre de bens e serviços e temos que estar cientes da integração das nossas economias.”

Trudeau tinha uma forte relação com o ex-presidente e democrata Barack Obama.

Logo depois que Trump suspendeu a permissão para a entrada de refugiados nos EUA e temporariamente proibiu a chegada de pessoas de sete países de maioria muçulmana num decreto em 27 de janeiro, alegando a necessidade de evitar ataques de militantes islâmicos, o premiê canadense afirmou no Twitter que refugiados eram bem-vindos no Canadá.

(Reportagem adicional de Steve Holland em Washington e David Ljunggren em Ottawa)

((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447765)) REUTERS TR

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