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SEUL (Reuters) - O alerta feito pelo presidente-eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, à Coreia do Norte mostra que ele está ciente da urgência da ameaça representada pelo programa nuclear norte-coreano e não vai ceder sobre a política de sanções contra o país isolado, disse a Coreia do Sul nesta terça-feira.

O líder norte-coreano, Kim Jong Un, disse no domingo que o país com capacidade nuclear estava perto de realizar testes de lançamento de um míssil balístico intercontinental (ICBM, na sigla em inglês), aumentando a possibilidade de alcançar o território dos EUA.

Trump minimizou essa reivindicação, dizendo no Twitter: “Não vai acontecer”.

O Ministério de Relações Exteriores da Coreia do Sul disse que o comentário de Trump, sua primeira menção sobre a questão nuclear norte-coreana desde sua eleição em novembro, pode ser interpretada como um “claro alerta” para os vizinhos do norte. 

“O presidente eleito Trump e autoridades dos EUA estão claramente cientes da gravidade e urgência da ameaça nuclear norte-coreana”, disse o porta-voz ministerial sul-coreano, Cho June-hyuck, a jornalistas. 

“Eles estão mantendo uma posição sem ceder espaço sobre a necessidade de sanções sobre a Coreia do Norte, e por uma cooperação entre Coreia do Sul e os EUA.”

Trump ainda não divulgou uma política para lidar com a Coreia do Norte, mas durante a campanha presidencial indicou que estaria disposto a conversar com o líder Kim, dada a oportunidade.

Ele também tem sido crítico da China sobre a questão. Na segunda-feira, Trump disse que a China havia se beneficiado de seus laços econômicos com os EUA, mas não estaria disposta a usar sua influência para ajudar a controlar a Coreia do Norte.

Respondendo ao comentário, o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da China, Geng Shuang, disse que o país estava pressionando pela desnuclearização da península coreana. 

“Os esforços da China nesse ponto são perfeitamente óbvios”, disse Geng em uma coletiva de imprensa. “Como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, nós temos participado proativamente em discussões relevantes sobre a questão nuclear norte-coreana e conjuntamente aprovamos diversas resoluções com outras partes. Isso mostra a atitude responsável da China.”

Há anos os EUA se recusam atender pedidos norte-coreanos por negociações, insistindo que o país deve se desarmar primeiro.

Assim, os EUA e a Coreia do Sul responderam a dois testes nucleares norte-coreanos, além de outros testes com mísseis, no ano passado com sanções ainda mais severas. 

O Conselho de Segurança da ONU impôs novas sanções sobre a Coreia do Norte no fim de novembro, após Pyongyang ter realizado seu quinto e maior teste nuclear até agora, em setembro.

(Por James Pearson e Ben Blanchard; reportagem adicional de Jeongeun)

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