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Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, embarca no Air Force One encerrando viagem pela Ásia em Manila, nas Filipinas 14/11/2017 REUTERS/Jonathan Ernst

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Por Steve Holland e Manolo Serapio Jr

MANILA (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não compareceu à sessão plenária da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean, na sigla em inglês) em Manila nesta terça-feira por causa de atrasos na programação, mas disse que sua turnê à região foi um sucesso.

Trump partiu das Filipinas de volta para casa após um almoço com os outros líderes, já que as reuniões estavam ocorrendo com cerca de duas horas de atraso.

Ele disse a repórteres a bordo do Air Force One, o avião presidencial, que leu seu discurso preparado durante o almoço ao invés de apresentá-lo na reunião da cúpula. O secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, compareceria à sessão plenária em seu lugar, disse uma autoridade de alto escalão da Casa Branca.

Trump afirmou que sua excursão resultou em ao menos 300 bilhões de dólares, possivelmente o triplo deste valor, em acordos sendo acertados, mas não deu detalhes.

"Explicamos que os Estados Unidos estão abertos para o comércio, mas que queremos um comércio recíproco, justo para os Estados Unidos", disse.

O comércio e a preocupação com o possível protecionismo da agenda "América Primeiro" de Trump vieram à tona durante sua visita à região, que incluiu paradas no Japão, Coreia do Sul, China e Vietnã e terminou nas Filipinas.

Mais cedo nesta terça-feira, o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, abordou o sofrimento dos refugiados rohingyas e as execuções extrajudiciais filipinas na cúpula, questões de direitos humanos delicadas que foram evitadas por quase todos os outros.

Trump não pressionou o presidente Rodrigo Duterte, nos bastidores da reunião de cúpula de segunda-feira, sobre a sangrenta guerra às drogas nas Filipinas.

Um comunicado conjunto emitido após a reunião informou que os dois lados "ressaltaram que os direitos humanos e a dignidade da vida humana são essenciais, e concordaram em continuar destacando a agenda dos direitos humanos em seus programas nacionais".

Mas Trudeau disse que, durante a conversa com Duterte, "mencionou os direitos humanos, o Estado de Direito e especificamente as execuções extrajudiciais como sendo temaa que preocupam o Canadá".

Mais de 3.900 traficantes e usuários morreram na guerra às drogas declarada por Duterte quando tomou posse no ano passado. Seu governo afirma que a polícia age em legítima defesa, mas críticos denunciam execuções sem prestações de conta.

(Reportagem adicional de Karen Lema, Martin Petty, James Pomfret e Enrico dela Cruz)

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Reuters