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Presidente dos EUA, Donald Trump. 05/03/2017 REUTERS/Jonathan Ernst

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Por Steve Holland

WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, irá retirar o Iraque de uma lista de países incluídos em uma restrição de viagens aos EUA quando assinar um novo decreto presidencial nesta segunda-feira, depois que sua polêmica primeira tentativa foi bloqueada nos tribunais do país, disse uma fonte da Casa Branca.

A autoridade de alto escalão da Casa Branca disse que o novo decreto presidencial irá manter uma proibição de entrada de 90 dias para cidadãos de seis países de maioria muçulmana -- Irã, Líbia, Síria, Somália, Sudão e Iêmen.

O Iraque foi removido da lista de nações do decreto original, emitido em 27 de janeiro, porque seu governo adotou novos procedimentos de verificação, como uma vistoria mais rígida de vistos e o compartilhamento de dados, e por estar trabalhando com Washington para conter os militantes do Estado Islâmico, segundo a fonte.

Milhares de iraquianos lutam há anos ao lado das tropas norte-americanas ou atuam como tradutores desde a invasão comandada pelos EUA em 2003. Muitos se restabeleceram em solo norte-americano depois de serem ameaçados por trabalhar com os militares dos EUA.

O funcionário da Casa Branca disse que o novo decreto presidencial, que o presidente republicano deve assinar nesta segunda-feira, também garante que milhares de moradores permanentes legalizados nos EUA --os possuidores do chamado green card-- dos países listados não sejam afetados pela restrição de viagens.

Mais de duas dúzias de ações civis foram abertas em cortes norte-americanas contestando a restrição original, e o Estado de Washington conseguiu que o 9o Tribunal de Apelações a suspendesse argumentando que ela violava proteções constitucionais contra a discriminação religiosa.

Trump criticou publicamente os juízes que arbitraram contra ele e prometeu levar o caso à Suprema Corte, mas depois decidiu redigir um novo decreto com mudanças com o objetivo de torná-lo mais fácil de defender nos tribunais.

Enquanto o primeiro decreto impunha restrições imediatas, a nova diretiva terá um intervalo de adoção ainda indefinido para limitar as interrupções que complicaram a vida de alguns viajantes, disse a fonte.

Refugiados "em trânsito" e que já foram aprovados poderão viajar aos EUA.

O decreto presidencial original de Trump impedia o ingresso de viajantes dos sete países escolhidos nos EUA durante 90 dias e de todos os refugiados durante 120 dias. Os refugiados da Síria seriam barrados por tempo indeterminado, mas não terão tratamento diferenciado no novo decreto.

(Reportagem adicional de Julia Edwards Ainsley)

Reuters