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Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chega a bordo do Força Aérea Um na base aérea de Andrews, em Maryland 05/03/2017 REUTERS/Jonathan Ernst

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Por Jeff Mason

WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ainda tem confiança no diretor do FBI, James Comey, disse a Casa Branca nesta segunda-feira, apesar da determinação dele em questionar a alegação de Trump de que o governo do ex-presidente Barack Obama o grampeara durante a campanha eleitoral de 2016.

Comey, chefe do FBI, pediu ao Departamento de Justiça para rejeitar a acusação de Trump de que Obama teria ordenado a escuta na Trump Tower em Nova York, porque a alegação era falsa e precisava ser corrigida, disse uma autoridade da área de segurança.

Perguntado se Trump ainda tinha confiança em Comey, Sean Spicer, porta-voz da Casa Branca, afirmou: “Não há nada que ele tenha me dito que me levaria a acreditar que algo seja diferente do que era previamente”.

Ele estava “quase cem por cento certo” de que Trump não havia falado com Comey desde que o presidente republicano fez a alegação no Twitter no sábado. “Eu não estou ciente de que isso tenha ocorrido”, afirmou Spicer.

Trump não forneceu evidências sobre a sua alegação, o mais recente desdobramento na polêmica sobre os laços entre associados seus com a Rússia que tem marcado os seus primeiros dias na Casa Branca.

A acusação de grampo atingiu as ações norte-americanas nesta segunda. Alguns investidores estão preocupados que o assunto possa tirar a atenção de Trump da sua pauta econômica de cortar impostos e simplificar regulamentações, que tem alimentado movimentação recorde em Wall Street desde a eleição.

A falta de informações sobre as propostas de Trump, sua atitude isolacionista e problemas nas nomeações para o seu gabinete têm feito investidores questionarem se o movimento pós-eleição não estaria se esgotando.

Democratas acusaram Trump de fazer a acusação de grampo para afastar o foco sobre a polêmica relacionada às possíveis ligações com a Rússia. O seu governo está sob pressão do FBI e de investigações parlamentares sobre os contatos entre membros da sua campanha e autoridades russas.

O parlamentar republicano que chefia a comissão de fiscalização da Câmara dos Deputados disse nesta segunda que ele não havia visto evidência direta que sustentasse a declaração de Trump.

"Até agora, eu não vi nada que diretamente sustentaria o que o presidente disse”, declarou Jason Chaffertz, do comitê de fiscalização da Câmara, à CBS.

A Casa Branca pediu ao Congresso, controlado pelos republicanos, para examinar, como parte da investigação sobre a influência russa nas eleições, se o governo Obama havia abusado da sua autoridade para investigações.

(Reportagem adicional de Susan Heavey, Emily Stephenson e Eric Walsh)

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