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Trump, durante entrevista à Reuters na Casa Branca, em Washington 23/2/2017 REUTERS/Jonathan Ernst

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WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou o FBI nesta sexta-feira por não ter impedido vazamentos de informações de segurança nacional à mídia e ordenou que a agência encontre as pessoas que transmitem dados confidenciais.

Os comentários de Trump, feitos em publicações no Twitter, ocorreram em meio a reportagens segundo as quais o FBI rejeitou um pedido da Casa Branca para que refutasse matérias recentes dizendo que membros da equipe do presidente tiveram contato frequente com agentes de inteligência da Rússia durante a campanha presidencial.

A Reuters não verificou os relatos, e o FBI, a principal agência norte-americana de aplicação da lei, não respondeu a um pedido de comentário sobre os tuítes de Trump.

"O FBI é totalmente incapaz de deter os 'vazadores' de segurança nacional que vêm permeando nosso governo há muito tempo. Eles não conseguem nem encontrar os vazadores dentro do próprio FBI. Informações confidenciais que poderiam ter um efeito devastador nos EUA estão sendo dadas à mídia. ENCONTREM AGORA", escreveu Trump.

Segundo as reportagens veiculadas pela rede de televisão CNN e pela agência de notícias Associated Press, o chefe de gabinete da Casa Branca, Reince Priebus, pediu a Andrew McCabe, vice-diretor do FBI, que negasse notícias segundo as quais assessores de campanha de Trump mantiveram contato frequente com os russos.

Um funcionário de alto escalão disse a repórteres nesta sexta-feira que uma autoridade do FBI disse a Priebus que uma reportagem recente do jornal New York Times sobre contatos russos não é precisa. Priebus perguntou se a agência poderia passar o assunto a limpo.

No dia 14 de fevereiro o New York Times relatou que membros da campanha presidencial de Trump e outros associados tiveram diversos contatos com autoridades de inteligência russas altamente graduadas, citando comunicações interceptadas e outros indícios.

O contato de Priebus com o FBI ocorreu em meio a investigações que a agência vem realizando a respeito da interferência de Moscou na eleição norte-americana de 8 de novembro.

Agentes de contrainteligência do FBI também estão examinando transações financeiras de indivíduos e empresas da Rússia que se acredita terem ligações com associados de Trump.

"Há investigações que estão em andamento, e estas investigações devem descobrir exatamente o que a Rússia estava fazendo nos Estados Unidos", disse o senador Ben Cardin, principal democrata no Comitê de Relações Exteriores do Senado, à CNN nesta sexta-feira.

"Precisamos de uma investigação completa, e certamente não queremos a Casa Branca tentando influenciar esta investigação de forma alguma".

(Por Susan Heavey, Doina Chiacu e Emily Stephenson)

Reuters