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Por Gina Cherelus e Barbara Goldberg

NOVA YORK (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o imigrante uzbeque acusado de matar oito pessoas na cidade de Nova York ao entrar com uma caminhonete em uma ciclovia deveria receber a pena de morte.

O suspeito, Sayfullo Saipov, disse a investigadores que se inspirou assistindo vídeos do Estado Islâmico e que começou a planejar o ataque de terça-feira um ano atrás, de acordo com uma queixa criminal apresentada contra ele na quarta-feira.

Saipov, de 29 anos, também disse que "se sentiu bem com o que fez" e pediu permissão para exibir a bandeira do grupo militante em seu quarto de hospital, segundo a queixa.

"Terrorista da cidade de Nova York estava feliz ao pedir para pendurar bandeira do Isis (Estado Islâmico) em seu quarto de hospital. Ele matou 8 pessoas, feriu gravemente 12. DEVERIA RECEBER A PENA DE MORTE!", tuitou Trump na noite de quarta-feira.

Saipov enfrenta duas acusações, uma das quais implica na pena de morte se o governo decidir pedi-la, informou o procurador-geral interino de Manhattan, Joon Kim.

As acusações são de violência e destruição de veículos automotivos causando as mortes de oito pessoas, e uma acusação de fornecimento de apoio material e recursos a uma organização terrorista estrangeira, no caso o Estado Islâmico.

A pena máxima para a primeira acusação é a morte, e para a segunda é prisão perpétua, disse Kim.

Segundo o documento de acusação, Saipov dispensou seu direito de permanecer em silêncio, evitar a autoincriminação e contar com a presença de um advogado quando concordou em conversar com investigadores em sua cama no Centro Hospitalar Bellevue, em Manhattan, onde está sendo tratado desde que foi baleado por um policial.

O documento diz que ele ficou especialmente motivado por um vídeo no qual o líder do Estado Islâmico, Abu Bakr al-Baghdadi, exorta os muçulmanos dos EUA e outras partes a apoiarem a causa do grupo.

Os investigadores encontraram milhares de imagens e vídeos de propaganda relacionados ao grupo no celular de Saipov, conforme a queixa. Entre elas estavam vídeos que mostram prisioneiros do Estado Islâmico sendo decapitados, atropelados por um tanque e baleados no rosto.

O FBI disse ter localizado outro uzbeque, Mukhammadzoir Kadirov, de 32 anos, que procura para interrogar por ser uma pessoa com possível ligação com o ataque.

O atentado de terça-feira foi o mais letal na cidade de Nova York desde o 11 de setembro de 2001, quando suicidas sequestraram dois aviões de passageiros e os lançaram contra o World Trade Center, matando mais de 2.600 pessoas.

(Reportagem adicional de Jonathan Allen, Melissa Fares e Devika Kumar em Nova York, Joseph Ax em Paterson, Nova Jersey, Mark Hosenball e Tim Ahmann em Washington e Brendan O'Brien em Milwaukee)

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Reuters