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Por Richard Cowan e Amanda Becker

WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, abraçou nesta quinta-feira a ideia de acabar com a necessidade de aumentos periódicos do teto da dívida dos EUA pelo Congresso, novamente se aliando aos democratas um dia após chocar colegas republicanos ao firmar um acordo com o partido da oposição sobre limite da dívida e gastos federais.

Trump também se voltou aos líderes democratas no Congresso nesta quinta-feira em um esforço para resolver outra questão urgente, o destino dos 800 mil “Dreamers” (Sonhadores), jovens adultos levados ilegalmente ao EUA quando crianças.

O Senado aprovou 15,25 bilhões de dólares em auxílio para áreas afetadas pelo furacão Harvey e outros desastres naturais, além de medidas do acordo que Trump alcançou com democratas para o financiamento do governo federal e aumento do limite da dívida até 8 de dezembro.

O projeto de lei segue agora para a Câmara dos Deputados para aprovação legislativa final. Mas a medida enfrenta dura oposição dos conservadores da Câmara, que tradicionalmente são a favor de restrições rigorosas sobre os gastos federais.

A liderança do maior grupo de conservadores republicanos da Câmara expressou oposição ao acordo nesta quinta-feira, dizendo que significa mais gastos federais sem reforma fiscal.

Após surpreender líderes republicanos com o acordo, Trump convocou a principal democrata da Câmara, Nancy Pelosi, e principal democrata do Senado, Chuck Schumer, na manhã desta quinta-feira, ao lado de líderes republicanos no Congresso com os quais possui relações tensas.

Trump adotou a ideia de eliminar o limite legal sobre a autoridade do Departamento do Tesouro dos EUA de tomar empréstimos para continuar financiando os déficits federais e pagar as obrigações da dívidas. Durante anos, alguns conservadores republicanos se opuseram a aumentar o teto da dívida sem cortes significativos dos gastos federais. Esta resistência causou nervosismo em mercados financeiros por conta da perspectiva de um calote sem precedentes da dívida do governo dos EUA.

“Por muitos anos, as pessoas têm conversado sobre se livrar do teto da dívida como um todo e há muitas boas razões para fazer isto”, disse Trump a repórteres. “(O teto) complica as coisas, não é realmente necessário.”

“Então com certeza há algo para ser discutido”, acrescentou Trump, destacando que isto foi conversado durante seu encontro na Casa Branca na quarta-feira com Pelosi, Schumer, o presidente da Câmara, Paul Ryan, e o líder da maioria no Senado, Mitch McConnell.

De acordo com um assessor parlamentar, Trump e líderes democratas não entraram em detalhes sobre se vão buscar uma legislação revogando o limite de empréstimos do Tesouro ou reverter para a prática passada de aumentos automáticos do limite da dívida assim que os orçamentos anuais são aprovados pelo Congresso.

Ryan disse nesta quinta-feira se opõe a qualquer esforço para acabar com a função que o Congresso possui em aprovar aumentos do limite da dívida, citando os poderes dados ao Congresso pela Constituição dos EUA.

“O presidente encorajou líderes congressistas a encontraram uma solução mais permanente para teto da dívida para que o voto não seja tão frequentemente politizado”, disse a porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders.

(Reportagem adicional de Susan Cornwell e Doina Chiacu)

((Tradução Redação São Paulo, +5511 5644 7719))

REUTERS RBS

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