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Presidente eleito dos EUA, Donald Trump, em New York. 09/01/2017 REUTERS/Mike Segar

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Por Phil Stewart

WASHINGTON (Reuters) - O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, está no meio de um fogo cruzado entre sua vontade de melhorar as relações com a Rússia ao mesmo tempo em que procura lidar com a pressão de republicanos por uma posição mais firme ao que agências norte-americanas consideram uma ação do Kremlin para influenciar a eleição presidencial norte-americana.

O reconhecimento tácito no domingo do futuro chefe de gabinete de Trump, Reince Priebus, de que a Rússia estava por trás do ciberataque a organizações do Partido Democrata sugere que o espaço de manobras de Trump possa estar encolhendo.

Trump tem se recusado a aceitar conclusões de agências de inteligência dos EUA de que a Rússia esteve por trás dos ciberataques à eleição, o que o Kremlin nega, ou que estava tentando ajudá-lo na votação de novembro, dizendo que os ataques poderiam ser realizados pela China ou por um hacker de 180 quilos sentado em sua cama.

Mas, após um relatório de agências norte-americanas na semana passada que culpou o presidente russo, Vladimir Putin, especialistas dizem que Trump enfrenta crescentes pedidos por uma reposta mais firme de origem militar, diplomática, econômica e até de espionagem após tomar posse em 20 de janeiro. 

“A nova administração dos EUA precisará adotar uma linha significativamente mais dura”, disse Nile Gardiner, da Fundação Heritage, um grupo conservador em Washington que é uma voz influente na equipe de transição de Trump. 

Republicanos no Congresso preocupados com a tentativa de Trump de se aproximar de Putin podem colocar pressão sobre o novo presidente para que ele adie o que a Rússia mais deseja agora: um rápido alívio nas sanções econômicas impostas após a Moscou ter anexado a região ucraniana da Crimeia a seu território em 2014, disseram especialistas. 

Agências de inteligência norte-americanas dizem que, desde a eleição, espiões russos recorreram a práticas de ciberataques a indivíduos e organizações, incluindo proeminentes centros de estudos, no que analistas dizem ser um esforço para conseguir informações sobre futuras políticas a serem adotadas nos EUA.

O Instituto Brookings, liderado pelo proeminente especialista em Rússia Strobe Talbott, “recebeu uma grande onda de ataques um dia após a eleição”, mas não há motivo para acreditar que seus sistemas foram comprometidos, disse David Nassar, vice-presidente de comunicações do instituto.

O senador republicano Lindsey Graham disse que ele e seu colega John McCain, presidente do Comitê das Forças Armadas do Senado, apresentarão legislações com sanções mais severas do que as que existem atualmente.

“Vamos introduzir sanções que... os atingirão no setor financeiro e de energia, onde eles são mais fracos”, disse Graham à rede de televisão NBC.

(Por Phil Stewart; Reportagem adicional de Warren Strobel, Patricia Zengerle, Arshad Mohammed e John Walcott, em Washington, e Robin Emmott, em Bruxelas)

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