Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

Turcos fazem fila para votar em Berlim 27/3/2017 REUTERS/Fabrizio Bensch

(reuters_tickers)

BERLIM (Reuters) - Os turcos que moram na Alemanha começaram a votar nesta segunda-feira em um referendo que propõe alterar a constituição da Turquia para aumentar os poderes de seu presidente, Tayyip Erdogan.

A votação polêmica ocorre em meio a tensões nos laços entre Ancara e a Europa, lar de estimados 2,5 milhões de cidadãos turcos em condições de votar.

As proibições a alguns eventos de campanha de autoridades turcas na Alemanha e na Holanda levaram Erdogan a acusar líderes europeus de "métodos nazistas".

No domingo, o ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schaeuble, disse que a retórica de Erdogan está fazendo a integração na Alemanha recuar anos e que outros tantos anos serão necessários para consertar esse estrago.

A Alemanha tem cerca de 3 milhões de pessoas de ascendência turca, entre elas aproximadamente 800 mil curdos étnicos. Cerca de 1,41 milhão delas têm cidadania turca e podem votar no pleito.

Erdogan argumenta que o fortalecimento proposto para sua presidência irá evitar a instabilidade associada a governos de coalizão no momento em que o país enfrenta ameaças terroristas.

Críticos, incluindo líderes europeus, afirmam que ele irá concentrar poder demais em suas mãos.

Dezenas de pessoas formaram filas diante do consulado turco em Berlim para votar enquanto um punhado de apoiadores do principal partido de oposição pró-curdo da Turquia, o Partido Democrático do Povo (HDP), erguia cartazes de protesto. Um dizia: "6 milhões de eleitores do HDP não estão representados nas urnas".

Vários parlamentares do HDP foram presos na Turquia. Alguns parlamentares alemães dizem temer que opositores de Erdogan não votem para evitar repercussões para si mesmos ou seus familiares em casa.

(Por Stefanie Eimermacher e Mehmet Kucuk)

Neuer Inhalt

Horizontal Line


subscription form

formulário para solicitar a newsletter

Assine a newsletter da swissinfo.ch e receba diretamente os nossos melhores artigos.

swissinfo.ch

Banner da página Facebook da swissinfo.ch em português

Reuters