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Policiais turcos durante operação em Mugla, Turquia. 20/02/2017 REUTERS/Kenan Gurbuz

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ANCARA (Reuters) - Autoridades da Turquia detiveram mais de 1.500 pessoas para interrogatório devido a seus supostos elos com grupos militantes em suas operações mais recentes no final de semana e prenderam 125 delas, informou o Ministério do Interior nesta segunda-feira.

O país enfrenta múltiplas ameaças de segurança, entre elas o insurgente Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK, na sigla em curdo) no sudeste de maioria curda e militantes do Estado Islâmico. Os dois grupos foram responsabilizados por diversos ataques a bomba mortíferos realizados em cidades turcas ao longo do último ano.

O Ministério do Interior disse em um comunicado que 1.589 pessoas foram detidas para interrogatório por causa de suas supostas ligações com militantes. Embora 125 delas tenham sido presas, não ficou claro de imediato quantas continuam detidas.

Um total de 1.067 dos detidos são suspeitos de elos com o PKK, que reivindica autonomia, vêm mantendo uma insurgência de três décadas contra o Estado turco e é considerado uma organização terrorista pelos Estados Unidos, a Turquia e a União Europeia.

Outras 501 pessoas estão detidas por supostos laços com o clérigo muçulmano Fethullah Gulen, que mora nos EUA e que Ancara acusa de ter orquestrado a tentativa de golpe de Estado de julho passado. Gulen nega qualquer envolvimento e rejeitou o golpe.

Vinte e uma pessoas foram detidas por suas supostas ligações com o Estado Islâmico, disse o ministério.

Dos presos, 57 foram acusados de laços com o PKK, 63 de ligações com Gulen e cinco de elos com o Estado Islâmico, informou a pasta.

(Por Tuvan Gumrukcu)

Reuters