Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

ISTAMBUL (Reuters) - A Arábia Saudita precisa cooperar com a investigação do desaparecimento do jornalista saudita Jamal Khashoggi e permitir que oficiais turcos entrem no seu consulado em Istambul, disse o ministro turco das Relações Exteriores, Mevlut Cavusoglu, neste sábado. 

Cavusoglu conversou com repórteres durante uma visita a Londres, depois de a delegação da Arábia Saudita chegar à Turquia para uma investigação conjunta sobre o desaparecimento de Khashoggi, em 2 de outubro. 

“Ainda não vimos cooperação sobre esse assunto e queremos vê-la”, disse Cavusoglu, em comentários transmitidos pela televisão turca. 

O jornal turco Sabah informou neste sábado que a investigação da Turquia sobre o destino de Khashoggi após ele entrar no consulado saudita revelou gravações do seu Apple Watch, supostamente indicando que ele foi torturado e morto.

Khashoggi tem sido um crítico proeminente de Riad. Residente norte-americano, ele escreveu colunas para o Washington Post. 

No entanto, não ficou claro se os dados do relógio de Khashoggi poderiam ter sido transmitidos para o seu celular no lado de fora, ou como os investigadores obtiveram esses dados sem ter em mãos o próprio relógio. 

Especialistas de tecnologia disseram que é altamente improvável que o relógio pudesse ter gravado as ações dentro da embaixada e transmitido para uma conta do iCloud. A maioria dos modelos do relógio exigem uma proximidade de 9 a 15 metros do iPhone com o qual estão sincronizados para subir os dados para a nuvem, disseram. 

Mesmo modelos mais novos que podem se comunicar com a nuvem diretamente via internet sem fio exigem uma conexão WiFi próxima ou um tipo de conexão de celular que não está disponível na Turquia, disseram os especialistas. 

O Apple Watch não é destravado com impressão digital, como o Sabah reportou, e não inclui a capacidade de gravar na sua configuração padrão, disseram os especialistas. 

A Apple recusou-se a comentar a história do Sabah. 

(Por Daren Butler)

Neuer Inhalt

Horizontal Line


swissinfo.ch

Banner da página Facebook da swissinfo.ch em português

subscription form

formulário para solicitar a newsletter

Assine a newsletter da swissinfo.ch e receba diretamente os nossos melhores artigos.










Reuters