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Presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko 30/01/2017 REUTERS/Fabrizio Bensch

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Por Pavel Polityuk e Alexei Kalmykov

KIEV (Reuters) - A Ucrânia acusou a Rússia de praticar "terrorismo de Estado" depois que um ex-parlamentar russo e testemunha-chave de um caso de traição contra o ex-presidente ucraniano Viktor Yanukovich foi morto a tiros em plena luz do dia do lado de fora de um hotel no centro de Kiev nesta quinta-feira.

Moscou classificou a alegação de "absurda".

Denis Voronenkov foi morto por um agressor armado com uma pistola, que morreu posteriormente no hospital depois de ser ferido pelo guarda-costas do ex-parlamentar, disse a polícia.

Voronenkov fugiu para a Ucrânia no ano passado e estava ajudando as autoridades locais a preparar uma acusação de traição contra Yanukovich, ex-líder pró-Rússia.

Ele também havia se manifestado contra a anexação russa da

Crimeia em março de 2014, embora na ocasião tenha votado a favor da medida.

O presidente ucraniano, Petro Poroshenko, disse que o assassinato "é um ato de terrorismo estatal por parte da Rússia, de onde (Voronenkov) foi forçado a deixar por razões políticas".

"Voronenkov era uma das principais testemunhas da agressão russa contra a Ucrânia e, em particular, do papel de Yanukovich em relação ao envio de tropas russas para a Ucrânia".

As relações entre Kiev e Moscou estão em seu pior momento desde que a Rússia anexou a península ucraniana da Crimeia em março de 2014 e da irrupção subsequente de um conflito separatista pela região de Donbass, no leste da Ucrânia, que já matou mais de 10 mil pessoas.

Poroshenko disse não foi "nenhum acidente" Voronenkov ter sido baleado no mesmo dia em que um depósito que armazenava munição de tanques em uma base militar ucraniana ter sido explodido.

Moscou negou qualquer envolvimento na morte de Voronenkov.

"Acreditamos que todas as falsidades que já se pode ouvir sobre o muito exagerado envolvimento russo são absurdas", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, a respeito do assassinato.

Voronenkov, de 45 anos, havia sido incluído em uma lista federal russa de indivíduos procurados devido à sua ligação com uma suposta fraude imobiliária de 5 milhões de dólares. Ele iria se encontrar com outro ex-parlamentar russo, Ilya Ponomarev, único membro da câmara baixa do Parlamento russo a votar contra a anexação, quando foi morto.

(Reportagem adicional de Vladimir Soldatkin em Moscou)

Reuters