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KIEV/DONETSK (Reuters) - Bombardeios atingiram os arredores da cidade ucraniana de Donetsk neste domingo, enquanto forças governamentais ampliaram seu cerco contra o reduto rebelde e pediram que os separatistas pró-russos se rendam.

No leste de Donetsk, as forças governamentais e os separatistas lutavam pelo controle da cidade de Krasny Luch, uma junção de ferrovia e estrada por meio da qual Kiev afirma que os rebeldes estão recebendo fornecimentos de equipamentos militares russos.

As conversas para um cessar-fogo, uma possibilidade levantada por um líder separatista no sábado, evaporou enquanto as forças do governo de Kiev mantiveram uma ofensiva para reprimir os rebeldes.

O porta-voz do Exército ucraniano, Andriy Lysenko, disse que se os rebeldes quiserem o cessar-fogo, isso significaria erguer a "bandeira branca" e se render.

Não haverá trégua enquanto o exército ucraniano continuar com sua ação militar "punitiva", disseram os rebeldes em comunicado.

Donetsk, uma cidade industrial de língua russa no leste da Ucrânia, registrou bombardeios em seus arredores por cerca de oito horas até o meio-dia deste domingo, disse uma testemunha à Reuters.

No distrito Putilovka, ao norte da cidade, um prédio de escritórios da empresa de telecomunicações Ukrtelecom foi atingido, aparentemente por um bombardeio.

FECHANDO O CERCO

Lysenko disse que nas últimas 24 horas, os militares "continuaram com operaçÕes ofensivas de sucesso, consideravelmente fechando o cerco na capital de Donbass, Donetsk". Ele acrescentou: "os rebeldes separatistas estão em pânico e no meio do caos. Há diversos casos de deserção entre os terroristas."

Nem o porta-voz do Exército ucraniano nem os rebeldes deram indicações de mortes nos confrontos durante o fim de semana.

Um comunicado na página do Facebook de um comandante rebelde, Igor Girkin, conhecido como Strelkov ("o atirador"), disse: "eles bombardearam a manhã toda. Houve explosões, algumas perto, outras mais distantes. Há notícias chegando por telefone o tempo todo. Agora há pouco, tivemos um incêndio perto do hospial número 18, uma mulher morreu."

Acusando os ucranianos de manter operações "punitivas" que colocam em perigo a população de Donetsk e ameaçam uma catástrofe humanitária, um comunicado rebelde disse posteriormente: "enquanto o Exército ucraniano continuar a ação militar, não haverá cessar-fogo."

A Ucrânia e seus aliados ocidentais acusam a Rússia de orquestrar a revolta separatista iniciada em abril, depois da anexação russa da península da Crimeia, na Ucrânia. Dizem que a Rússia está fornecendo tanques e sistemas de mísseis aos rebeldes, que declararam repúblicas populares independentes em duas das principais regiões industriais. Moscou nega envolvimento.

(Por Richard Balmforth e Sergei Karpukhin)

Reuters