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UE tem conversas avançadas com CureVac para comprar 225 milhões de doses de vacina contra Covid-19

Funcionário trabalha em pesquisa de potencial vacina da Covid-19 desenvolvida pela CureVac em Tuebingen, na Alemanha 12/03/2020 REUTERS/Andreas Gebert reuters_tickers
Este conteúdo foi publicado em 20. agosto 2020 - 12:36

Por Francesco Guarascio

BRUXELAS (Reuters) - A Comissão Europeia e a empresa alemã de biotecnologia CureVac anunciaram nesta quinta-feira que estão em conversas avançadas para o fornecimento de pelo menos 225 milhões de doses de uma potencial vacina contra Covid-19 para os países da União Europeia.

O órgão Executivo da UE também negocia com a Johnson & Johnson e com a Sanofi para adquirir as candidatas a vacinas que estão desenvolvendo e fechou acordo na semana passada para a compra de pelo menos 300 milhões de doses da potencial vacina da AstraZeneca, desenvolvida em conjunto com a Universidade de Oxford, no Reino Unido.

"Hoje concluímos conversas com... a CureVac para aumentar as chances de encontrar uma vacina efetiva contra o coronavírus", disse a comissária de Saúde da UE, Stella Kyriakides, confirmando uma reportagem publicada pela Reuters em julho.

A UE vai agora iniciar as negociações de um contrato com a CureVac, que pode se tornar o primeiro acordo bilateral de fornecimento da companhia, com vistas a assegurar a vacina para os 27 Estados-membros da UE caso se prove eficaz.

A CureVac disse nesta quinta que as negociações incluem uma opção de fornecimento de 180 milhões de doses adicionais.

Autoridades da UE disseram à Reuters no mês passado que a Comissão também negocia com a empresa norte-americana de biotecnologia Moderna e com a companhia alemã de biotecnologia BioNTech, que está desenvolvendo uma vacina em parceria com a norte-americana Pfizer.

A CureVac disse que pode iniciar os testes em larga de sua vacina em humanos no último trimestre deste ano baseado nos resultados dos testes que estão atualmente em andamento.

A Comissão não divulgou os detalhes financeiros, mas disse que o financiamento virá de um fundo de emergência da UE, dos quais cerca de 2 bilhões de euros podem ser usados para acordos de compra adiantada, disseram autoridades à Reuters.

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