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Por Alex Dobuzinskis

(Reuters) - A Universidade do Texas de Austin removeu quatro estátuas ligadas aos confederados de seu campus nesta segunda-feira, dizendo que elas se tornaram símbolos da supremacia branca em um momento de protestos e debate acalorado sobre raça e o legado da Guerra Civil norte-americana.

No início deste mês, nacionalistas brancos fizeram uma manifestação contra propostas de retirar uma estátua semelhante em Charlottesville, na Virgínia, e uma mulher morreu atropelada quando um homem lançou seu carro contra uma multidão de manifestantes antirracismo.

    Os episódios de violência desencadearam a maior crise doméstica até agora para o presidente Donald Trump, que causou revolta em todo o espectro político por não condenar de imediato os nacionalistas brancos e por elogiar "pessoas muito boas" dos dois lados da luta.

    O presidente da Universidade do Texas de Austin, Greg Fenves, disse que as "mostras horríveis de ódio" vistas na Virgínia chocaram e entristeceram a nação. 

    "Estes eventos deixam claro, agora mais claro do que nunca, que os monumentos aos confederados se tornaram símbolos da supremacia branca e do neonazismo", disse Fenves em um comunicado no domingo.

    Um grande número de líderes políticos dos EUA pediram a retirada de estátuas em homenagem à Confederação. Ativistas de direitos civis alegam que elas promovem o racismo, enquanto defensores das imagens argumentam que elas são uma lembrança de sua herança.

    Em Baltimore, autoridades investigavam nesta segunda-feira relatos de vandalismo de um monumento de 225 anos ao explorador Cristóvão Colombo, disse um porta-voz da polícia.

    Um vídeo publicado na internet parece mostrar duas figuras encapuzadas golpeando a base do obelisco com uma marreta depois de colarem a ele um cartaz que dizia: "O futuro é a justiça racial e econômica".

    Baltimore removeu quatro monumentos aos confederados na semana passada.

    Existem cerca de 700 deles em praças púbicas de todo o país, de acordo com o Southern Poverty Law Center, e a maioria foi erguida no início do século 20 em meio a uma reação de segregacionistas contra o movimento de direitos civis.

    Entre as quatro estátuas retiradas durante essa madrugada na Universidade de Austin estava uma do general Robert E. Lee, que liderou o Exército Confederado pró-escravatura durante a Guerra Civil. Fenves disse que ela será colocada no Centro Briscoe de História Americana e disponibilizada para estudos acadêmicos.

    O prefeito de Austin, Steve Adler, disse no Twitter nesta segunda-feira: "Colocar estas estátuas em um museu de história coloca isto adequadamente no passado, que é seu lugar."

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