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BRUXELAS (Reuters) - A União Europeia deve fazer uma oferta melhor sobre a abertura de seus mercados às importações de carne e etanol para selar um acordo de livre comércio com o Mercosul, disse uma autoridade uruguaia nesta terça-feira.

Os países que integram o Mercosul – Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai – e a UE estão ingressando na fase decisiva das negociações, já que pretendem coincidir nos pontos principais de um acordo até o final do ano.

A Europa propôs permitir o ingresso de 70 mil toneladas de carne bovina e 600 mil toneladas de etanol com impostos de importação reduzidos, algo que os negociadores de Brasil e Argentina descreveram como "decepcionante".

O Mercosul sugeriu maneiras de impulsionar as negociações sobre a abertura de mercados, mas a UE as rejeitou, segundo um funcionário uruguaio que disse que ainda é possível fechar um acordo até dezembro se a posição do bloco europeu mudar.

"É uma situação muito frustrante, mas a bola agora está claramente no campo da UE", disse o funcionário. "Não podemos deixar certas coisas para o final", acrescentou.

A Comissão Europeia, que negocia em nome de todos os países da UE, tem que equilibrar os interesses de membros partidários de um acordo comercial e daqueles, como França e Irlanda, aos quais preocupa um excesso de importações agrícolas do Mercosul.

A próxima rodada de negociações está marcada para 6 a 10 de novembro, e outra possivelmente no começo de dezembro. Autoridades da Comissão reconheceram que seus homólogos não estão "empolgados" com a oferta da UE. "É compreensível que a outra parte nem sempre esteja entusiasmada. Sempre queremos mais", disse um deles.

Ambas as partes admitem que o prazo até o final do ano é mais simbólico que obrigatório, já que as eleições brasileiras de outubro de 2018 poderiam estancar as negociações.

    (Por Philip Blenkinsop)

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