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Vaticano endurece com funcionários que recusam vacinas contra Covid-19

Vista da Praça São Pedro no Vaticano 25/12/2020 REUTERS/Yara Nardi reuters_tickers
Este conteúdo foi publicado em 18. fevereiro 2021 - 16:07

Por Philip Pullella

CIDADE DO VATICANO (Reuters) - O Vaticano disse aos seus funcionários que eles podem arriscar o emprego caso se recusem a receber uma vacina contra Covid-19 sem razões de saúde legítimas.

Um decreto do cardeal Giuseppe Bertello, na prática o governador da Cidade do Vaticano, disse que tomar a vacina é a "escolha responsável" por causa do perigo de prejudicar outras pessoas.

A Cidade do Vaticano, o menor Estado do mundo, tem vários milhares de funcionários, a maioria dos quais mora na Itália. Seu programa de vacinação começou no mês passado, e o papa Francisco, de 84 anos, foi dos primeiros a receber a vacina.

O decreto de sete páginas diz que aqueles que não puderem ser vacinados por razões de saúde podem receber outro cargo, presumivelmente onde teriam contato com menos pessoas, mantendo o mesmo salário, mesmo que a nova função seja um rebaixamento.

Mas o mesmo documento disse que aqueles que se negarem sem uma razão suficiente estarão sujeitos a uma cláusula específica de uma lei de 2011 sobre direitos e deveres dos empregados.

Esta diz que os funcionários que recusarem "medidas preventivas" podem estar sujeitos a "graus variados de consequências que poderiam levar à demissão".

Em uma entrevista concedida a uma rede de televisão italiana no mês passado, o papa disse que se vacinar é "uma escolha ética, porque você está arriscando sua saúde, sua vida, mas também está arriscando as vidas dos outros".

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