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Por Philip Pullella

CIDADE DO VATICANO (Reuters) - O Vaticano exigiu nesta terça-feira que líderes da Ordem de Malta, uma organização católica mundial de caridade, coopere com uma investigação ordenada pelo papa Francisco sobre supostas irregularidades.

Na mais recente disputa entre os chefes de duas das mais antigas instituições do mundo, um comunicado do Vaticano também rejeitou o que disse ser uma tentativa de cavaleiros da Ordem, com sede em Roma, de desacreditar membros de uma comissão papal de inquérito.

    Ambos lados travam uma amarga disputa após um dos principais cavaleiros da ordem, o grão-chanceler Albrecht Freiherr von Boeselager, ser afastado em 6 de dezembro por ter permitido o uso de preservativos em uma projeto médico para pobres.

    A hierarquia do grupo, cujos principais líderes não são clérigos mas assumem votos de pobreza, castidade e obediência, desafiou o papa, se recusando a cooperar com a investigação sobre a demissão ou a reconhecer a legitimidade do inquérito.

    “A Santa Sé conta com a cooperação completa de todos nós neste momento sensível”, disse o Vaticano em comunicado, acrescentando que “rejeita... qualquer tentativa de desacreditar membros (da comissão)”.

    Foi uma clara constestação de declarações e cartas da maior autoridade da Ordem, o grão-mestre Matthew Festing. Ele denunciou a comissão papal de intervenção em assuntos soberanos da Ordem, acusou membros de terem um conflito de interesses e iniciou sua própria comissão interna.

A Ordem de Malta, formada no século 11 para fornecer proteção e assistência médica para os peregrinos à Terra Santa, tem o status de entidade soberana. Mantém relações diplomáticas com mais de 100 países e a União Europeia e participa da Organização das Nações Unidas como observador permanente. A Ordem tem cerca de 120 mil membros.

O britânico Festing, 67, demitiu von Boeselager, acusando-o de esconder o fato de que ele permitiu o uso de preservativos quando dirigiu a Malteser Internacional, a agência de ajuda humanitária da ordem.

Von Boeselager disse que sua demissão foi ilegítima e apelou ao papa.

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Reuters