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BRASÍLIA (Reuters) - Apesar do agravamento das disputas entre Venezuela e Colômbia, os dois vizinhos devem encontrar uma saída por meio do diálogo, disse na terça-feira o ministro da Defesa, Nelson Jobim.
As relações entre os dois países têm piorado desde julho, quando o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, congelou os laços diplomáticas com Bogotá em protesto contra o aumento da presença militar norte-americana no país vizinho.
Nos últimos dias, o governo de Álvaro Uribe anunciou que recorrerá a organismos internacionais por causa das ameaças de guerra do presidente Hugo Chávez.
"Não creio que vá acontecer absolutamente coisa alguma", afirmou Jobim a jornalistas depois de se reunir com o presidente de Israel, Shimon Peres.
"Nós cremos que tudo isso pode ser resolvido com diálogo, conversação. A posição do Brasil sempre é uma posição de moderação."
Ao ser questionado sobre uma possível mobilização de tropas do Brasil como reação ao episódio, o ministro negou qualquer medida nesse sentido. "Não há nenhuma mobilização brasileira em relação a isso... não creio que a tensão vá aumentar. A tensão faz parte, digamos, da retórica do continente", disse.
O ministro reconheceu, entretanto, que as recentes declarações de Chávez podem atrapalhar a tramitação da proposta de adesão da Venezuela ao Mercosul. O projeto está pronto para ser votado pelo Plenário do Senado.
"Poderá haver uma reação por parte de setores do Senado ... A Venezuela deve participar do Mercosul porque é sempre bom estar presente e estar junto do que estar distante", argumentou.
(Reportagem de Fernando Exman)

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Reuters