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CARACAS (Reuters) - A Venezuela pediu nesta segunda-feira a suspensão de uma reunião da Organização dos Estados Americanos (OEA) que pretende debater a crise econômica e o impasse político no país.

Sediada em Washington, a OEA deve debater a situação venezuelana na terça-feira, depois que o secretário-geral Luis Almagro disse que a Venezuela deveria ser suspensa do organismo diplomático regional se não realizar eleições.

Aumentando a pressão sobre o governo socialista de Nicolás Maduro depois que foi derrubado um referendo a respeito do presidente no ano passado, 14 países também pediram, na semana passada, a realização de eleições e a libertação de opositores presos.

Maduro, que tem 54 anos e sucedeu Hugo Chávez, diz que a OEA é um peão da política hostil dos Estados Unidos, e seu governo disse, em um comunicado, que o encontro proposto para terça-feira violou as regras do bloco e deveria ser cancelado.

"Existe um assédio em curso contra a República Bolivariana da Venezuela liderado pelos Estados Unidos via Luis Almagro, secretário-geral da OEA", afirmou.

"Se este comportamento ilegal, unilateral, deturpado e tendencioso a favor de extremistas violentos na Venezuela continuar, iremos proceder com severidade e firmeza através de meios diplomáticos e da lei internacional em consonância com a constituição da Venezuela".

A ministra venezuelana das Relações Exteriores, Delcy Rodríguez, também deve se manifestar às 34 nações da OEA ainda nesta segunda-feira.

Embora a tensão regional esteja crescendo, diplomatas acreditam que Almagro não conta com os dois terços de votos necessários para efetivar a suspensão da Venezuela, dado o apoio ferrenho do bloco esquerdista Alba e as simpatias de nações caribenhas que há tempos recebem petróleo subsidiado de Caracas.

Os opositores dizem que Maduro transformou a Venezuela em uma ditadura e arruinou a economia dando alento à corrupção e persistindo em políticas socialistas fracassadas. Já ele acusa seus inimigos por uma "guerra econômica" concebida para abrir caminho a um golpe para depô-lo.

(Por Andrew Cawthorne)

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Reuters