CARACAS (Reuters) - Duas fotografias que mostram o presidente do Parlamento da Venezuela, Juan Guaidó, em companhia de dois homens que na Colômbia são associados a uma gangue criminosa foram usadas nesta sexta-feira pelo governo de Nicolás Maduro para denunciar supostos vínculos do líder opositor com grupos de narcotraficantes.

Na televisão estatal, o ministro do Interior, Néstor Reverol, exibiu as imagens de Guaidó posando junto aos homens separadamente, vestido de negro e com boné, em uma zona florestal. O ministro disse que as entregará como provas à Procuradoria-Geral, que ainda nesta sexta-feira anunciou que abrirá outra investigação contra Guaidó.

    "Não se pede antecedentes para tirar uma foto", disse Guaidó aos repórteres mais cedo nesta sexta-feira ao reconhecer que não sabia quem eram as pessoas que lhe pediram para tirar uma foto em fevereiro, quando percorria um caminho secundário na fronteira para chegar à Colômbia de forma clandestina.

    "Me pediram várias fotos, e como vocês sabem e é lamentável, a fronteira colombo-venezuelana, assim como o sul da Venezuela, está absolutamente infestada de paramilitares, guerrilha, Farc, ELN, amparados pelo regime de Nicolás Maduro", acrescentou o líder opositor.

    Guaidó observou que os dois homens estariam detidos na Colômbia. Fontes policiais colombianas dizem que eles eram membros da gangue Los Rastrojos, formada por ex-paramilitares e dedicada ao narcotráfico e presente em várias regiões do país vizinho, incluindo a divisa com a Venezuela.

    As fotos são divulgadas em meio à tensão crescente entre os governos de ambos os países, surgida depois que o presidente colombiano, Iván Duque, acusou Maduro de dar abrigo a guerrilheiros de seu país, entre eles um grupo de dissidentes das antigas Farc que anunciaram há alguns dias em um vídeo que voltarão à luta armada.       

    (Por Corina Pons e Deisy Buitrago; reportagem adicional de Luis Jaime Acosta em Bogotá)

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