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Por Alexandra Ulmer

CARACAS (Reuters) - Batendo panelas vazias e portando faixas com dizeres como "apenas o governo engorda", ativistas venezuelanos protestaram em Caracas neste sábado contra falta de alimentos na Venezuela.

A marcha, que reuniu algumas centenas de pessoas e foi rapidamente suspende por oficiais de segurança que atiravam bombas de gás lacrimogêneo, cresceu nos dois meses de demonstrações quase diárias contra o presidente Nicolás Maduro.

Os manifestantes pedem eleições presidenciais antecipadas, liberdade para presos políticos e ajuda humanitária para que cheguem ao país alimentos e medicinas.

O controle monetário que prejudica as importações e a produção local, esvaziou os mercados. Cerca de 93 por cento dos venezuelanos não tem dinheiro para comprar alimentos suficientes e 73 por cento perderam peso no ano passado, de acordo com um estudo realizado por três universidades locais.

Crianças pedindo em frente a padarias, restaurantes e mercados são hoje uma visão comum no país.

"Alguns dias eu como apenas uma ou duas vezes. Hoje eu não consegui encontrar pão em nenhuma padaria. Vim aqui porque eu não posso simplesmente ficar em casa vendo esse país se destruir", disse Consuelo, uma manifestantes de 60 anos que batia duas colheres de metal na marcha deste sábado.

64 MORTOS

Mas Maduro, eleito em 2013 para substituir Hugo Chávez, morto naquele ano, afirma que não vai a lugar algum. Ele acusa os manifestantes de estarem liderando uma "insurreição armada" para derrubar o regime socialista e permitir que os grandes negócios ponham as mãos nas reservas de Petróleo da Venezuela.

Pelo menos 64 pessoas foram mortas desde que os protestos começaram, no início de abril.

No que diz ser uma tentativa de "trazer paz à Venezuela", Maduro planeja criar uma Assembleia Constituinte. No entanto, a oposição e mesmo vozes discordantes dentro do próprio governo enterraram o plano.

O procurador geral da Venezuela afirmou que criar uma Constituinte sem um plebiscito, como fez Chávez em 1999, ameaça "eliminar" a democracia na Venezuela.

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Reuters