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Vice-presidente argentino depõe na Justiça por suposta compra ilegal de carro

Vice-presidente da Argentina, Amado Boudou, durante conferência com estudantes da Universidade de El Salvador, em San Salvador. 31/5/2014. REUTERS/Jorge Dan Lopez reuters_tickers
Este conteúdo foi publicado em 23. julho 2014 - 16:36

BUENOS AIRES (Reuters) - O vice-presidente argentino, Amado Boudou, cuja situação política é delicada por ser alvo de um processo em um caso de corrupção, voltou nesta quarta-feira a um tribunal para declarar em outra investigação, desta vez sobre a suposta compra irregular de um veículo.

Boudou está sob suspeita de ter adquirido há 20 anos um automóvel mediante documentação falsa. A ação foi aberta depois de uma denúncia do órgão estatal encarregado do registro da propriedade dos veículos.

O vice-presidente compareceu pela manhã ao tribunal federal da capital argentina, mas se negou a responder às perguntas do juiz Claudio Bonadío, segundo o Centro de Informação Judicial (CIJ). Em vez disso, ele entregou ao magistrado um texto no qual expôs sua defesa, acrescentou o CIJ.

No mês passado Boudou se tornou o primeiro vice-presidente na história argentina a ser processado durante o exercício de suas funções, ao ser acusado formalmente por um juiz de ter participado na compra irregular de uma empresa que imprime papel-moeda para o Estado.

Boudou afirma ser inocente e diz ser vítima de uma campanha midiátia contra ele.

(Reporte de Alejandro Lifschitz)

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