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Tareck El Aissami participa de cerimônia em Caracas. 31/1/2017. REUTERS/Marco Bello

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CARACAS (Reuters) - O poderoso vice-presidente da Venezuela, Tareck El Aissami, classificou sua inclusão em uma lista negra dos Estados Unidos por acusações relacionadas a drogas de "agressão imperialista" nesta terça-feira, a primeira troca de farpas bilateral com o governo do presidente norte-americano, Donald Trump.

"Não seremos distraídos por estas provocações miseráveis", disse ele em uma série de tuítes. "A verdade é invencível, e veremos esta agressão vil dissipada".

Na segunda-feira, o Departamento do Tesouro dos EUA sancionou El Aissami e Samark López, que identificou como seu associado, acusando ambos de envolvimento em uma rede internacional que envia drogas por ar e mar, e de ter ligações com gangues no México e Colômbia.

A designação na lista permite que o Departamento do Tesouro congele quaisquer ativos de indivíduos nos Estados Unidos e impede a pessoa de realizar transações financeiras que atravessam os EUA.

López também disse que sua inclusão na lista parece ter motivação política.

"O senhor López não é uma autoridade do governo e não se envolveu com o tráfico de drogas", disse ele em um comunicado em seu site, descrevendo-se como um "empresário legítimo".

O governo do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, costuma classificar acusações de Washington e da oposição sobre tráfico de drogas, corrupção e abusos de direitos humanos como falso pretexto para justificar a interferência no país e uma tentativa de derrubá-lo.

(Por Andrew Cawthorne e Alexandra Ulmer)

Reuters