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Vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence durante discurso para líderes japoneses e norte-americanos em Tóquio, no Japão. 19/04/2017 REUTERS/Kim Kyung-Hoon

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Por Roberta Rampton

TÓQUIO (Reuters) - O vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, disse nesta quarta-feira que Washington vai trabalhar com seus aliados e com a China para colocar pressão econômica e diplomática na Coreia do Norte e acrescentou que o país norte americano vai derrotar qualquer ataque com uma "reação esmagadora".

Pence chegou em Tóquio na terça-feira, vindo da Coreia do Sul e garantiu ao Japão o compromisso dos Estados Unidos em conter as ambições nucleares e de mísseis da Coreia do Norte, em uma série de reuniões com líderes japoneses, incluindo o primeiro-ministro Shinzo Abe.

Falando à bordo do USS Ronald Reagan, um porta-aviões da classe Nimitz em manutenção agendada no porto de Yokosuka, Pence disse que as intenções dos Estados Unidos continuam inabaláveis frente à ameaça imposta pela reclusa Coreia do Norte, que conduziu uma série de testes nucleares e de mísseis, desafiando as sanções da ONU mais recentemente com o lançamento fracassado de um míssil no domingo.

"Aqueles que desafiarem nossa determinação ou disposição devem saber que nós vamos derrotar qualquer ataque e qualquer uso de armas convencionais ou nucleares com uma reação norte-americana esmagadora e efetiva", disse Pence em meio a aplausos, reiterando que todas as alternativas continuam em aberto quando lidando com Pyongyang.

O vice-presidente norte-americano fez os comentários enquanto a Casa Branca lida com controvérsias sobre a localização do USS Carl Vinson, um grupo de porta-aviões que o presidente dos EUA, Donald Trump, disse na última semana ter sido enviado para as redondezas da península coreana como um aviso para a Coreia do Norte, mas que seguiu em direção à Austrália.

Pence não mencionou o Carl Vinson ou a controvérsia.

Ele disse ter conversando com Trump e afirmou que até 2020, 60 por cento da frota naval dos Estados Unidos estará na região e que o papel do Japão vai crescer.

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Reuters