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Por Mario Naranjo y Gustavo Palencia
TEGUCIGALPA (Reuters) - O governo de facto de Honduras redobrou as medidas de segurança no país, principalmente em torno dos candidatos presidenciais, diante de um aumento de episódios violentos, enquanto a crise política provocada pelo golpe de Estado continua sem solução.
Nos últimos dias ocorreram assassinatos em plena luz do dia, assim como ataques com granadas e bombas caseiras, algo que não aconteceu nem mesmo nas primeiras semanas que se seguiram à derrubada do presidente Manuel Zelaya, em 28 de junho.
"Temos um plano de proteção para os principais líderes políticos do país, especialmente para os candidatos presidenciais e outros políticos que pediram", disse à Reuters o chefe de polícia Danilo Orellana.
"Este esquema foi posto em prática devido à escalada de atentados e crimes dos últimos dias, com forças e aparatos de inteligência para detectar e neutralizar grupos ou pessoas que tentem realizar atos de violência", explicou.
A violência não é nova no empobrecido país centro-americano, assolado anos atrás pelas temidas "maras" (gangues juvenis), e onde no passado houve atentados e sequestros contra funcionários e seus familiares e operam poderosos cartéis do narcotráfico.
Embora as autoridades não vinculem diretamente o aumento dos delitos nas últimas semanas com a crise política, há quem reconheça que a divisão que ela gerou no país contribuiu para isso.
"É uma situação difícil que é, em parte, exacerbada pela crise política. Mas é um problema que não é novo", disse à Reuters Orlín Cerrato, porta-voz del Ministério de Segurança.
Na terça-feira foi assassinado em Tegucigalpa o irmão do ex-presidente Rafael Callejas (1990-1994), por motivos ainda ignorados. Callejas apoiou o golpe contra Zelaya.
O crime se somou à morte a tiros na segunda de um candidato a prefeito no interior do país e a um ataque no sábado com armas de fogo contra o procurador-geral, que saiu ileso. O procurador tem a responsabilidade de emitir uma opinião para o Congresso sobre o possível regresso de Zelaya ao poder.
Nos dois casos não ficou clara a razão do ataque.

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Reuters