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Por Helen Popper
TEGUCIGALPA (Reuters) - O Congresso hondurenho decidirá numa sessão em 2 de dezembro se devolve ou não o poder ao presidente deposto Manuel Zelaya, o que significa que a definição ficará para depois das eleições gerais do próximo dia 29, disse na terça-feira o presidente do Congresso, José Saavedra.
Um acordo mediado pelos EUA em outubro prevê que o Congresso, depois de consultada a Corte Suprema, decida se Zelaya deve ou não voltar ao poder, mas não marca data para essa votação. Esse acordo já foi abandonado, já que as partes rivais não chegaram a um acordo sobre a formação de um governo de unidade nacional.
Zelaya, que irritou a elite hondurenha ao estabelecer laços próximos com o presidente venezuelano, Hugo Chávez, foi deposto e enviado de pijamas para o exílio em 28 de junho por soldados e pelo governo de facto liderado por Roberto Micheletti, que assumiu o poder no país.
"Decidimos convocar sessões para o próximo 2 de dezembro", disse Saavedra a jornalistas, acrescentando que a Suprema Corte do país deve opinar na semana que vem se Zelaya deve retornar ao poder para dar posse ao presidente eleito nas eleições do dia 29 deste mês..
Zelaya, refugiado desde setembro na embaixada do Brasil em Tegucigalpa, já disse que o acordo está morto e que não aceitará outra fórmula para devolvê-lo ao poder, pois isso equivaleria a acobertar o golpe militar.
O presidente deposto diz que a eleição do dia 29 legitimaria o golpe, e por isso conclama seus seguidores a boicotar o pleito.
"O diálogo com Micheletti acabou. Está morto, porque não se tem um diálogo com alguém que não quer (dialogar)", disse Zelaya a uma rádio.
A menos de duas semanas da eleição, o Congresso adia ao máximo uma decisão sobre a volta de Zelaya. Muitos parlamentares concorrem à reeleição, e analistas dizem que eles não querem se posicionar sobre um tema que divide a nação.
"Nenhum deles deseja ser punido de uma forma ou de outra por causa da restituição de Zelaya", disse o consultor político Patrick Ahern, radicado em Honduras.
O adiamento, no entanto, pode manter aberta a porta para novas negociações, enquanto um "não" antes da eleição poderia ampliar a rejeição internacional ao resultado da eleição presidencial.
Líderes sul-americanos pedem a restituição imediata de Zelaya, enquanto Washington parece ter atenuado sua posição ao dizer que a mera assinatura do acordo já garantia o reconhecimento do resultado eleitoral.
(Reportagem adicional de Gustavo Palencia)

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Reuters