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Neil Gorsuch, indicado pelo presidente Donald Trump para a Suprema Corte 22/03/2017 REUTERS/Jim Bourg

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WASHINGTON (Reuters) - O líder da maioria no Senado, Mitch McConnell, disse na terça-feira que o Senado realizará em 7 de abril a votação final sobre o indicado do presidente Donald Trump para a Suprema Corte, Neil Gorsuch, mesmo com mais democratas se opondo à sua confirmação.

A nomeação de Gorsuch, McConnell disse a repórteres, chegará ao plenário do Senado na semana que vem depois que o Comitê Judiciário do Senado aprová-lo segunda-feira. McConnell acrescentou que Gorsuch será "confirmado na sexta-feira" da próxima semana.

Os republicanos do Senado continuaram a pressionar os democratas a darem apoio suficiente ao juiz do tribunal de apelações do Colorado para evitar um confronto que poderia levar McConnell a buscar uma mudança nas regras do Senado para acabar com o bloqueio democrata contra a nomeação.

Até agora, 26 dos 48 senadores democratas anunciaram publicamente oposição a Gorsuch. A maioria desse grupo apoia um esforço crescente para bloquear a votação de confirmação por meio do procedimento parlamentar chamado de obstrução.

É preciso o apoio de 60 dos 100 senadores para interromper a obstrução e permitir a votação de confirmação. Já a confirmação de Gorsuch, em si, precisa apenas de uma maioria simples e os republicanos controlam o Senado com 52 cadeiras.

Alguns assessores republicanos do Senado sugeriram que, se os democratas bloquearem a votação de confirmação, McConnell pode se mover rapidamente para mudar as regras. Não estava claro, no entanto, se ele tinha votos suficientes para fazer isso.

O líder democrata do Senado, Chuck Schumer, disse a repórteres que Gorsuch terá grandes dificuldades para obter os 60 votos que ele precisaria para evitar um confronto sobre as regras do Senado.

"O resultado final é muito simples, e é que Gorsuch não se comportou bem nas audiências e não impressionou o nosso grupo", disse Schumer, acusando Gorsuch de defender interesses poderosos e expressando preocupações com sua independência do presidente.

Trump está tentando evitar outro revés no Congresso depois que o projeto de lei de saúde que ele apoiou foi retirado da pauta da Câmara dos Deputados em meio à oposição dentro de seu próprio partido na sexta-feira.

A confirmação de Gorsuch, de 49 anos, restauraria a maioria conservadora do tribunal de nove assentos, uma grande promessa de campanha para Trump.

O Comitê Judiciário do Senado realizou uma sabatina de quatro dias para Gorsuch na semana passada.

(Reportagem de Richard Cowan e Lawrence Hurley)

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