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Lobby da sede da CIA em Langley 14/8/2008 REUTERS/Larry Downing

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Por Dustin Volz e Warren Strobel

WASHINGTON (Reuters) - O site WikiLeaks disse nesta terça-feira que obteve uma gama de ferramentas ultrassecretas de ciberespionagem usadas pela Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA) para invadir telefones, aplicativos de comunicação e outros aparelhos eletrônicos, e divulgou documentos relacionados a estes programas.

Se confirmada, a informação será mais uma violação de materiais confidenciais roubados de agências de inteligência dos EUA nos últimos anos.

O WikiLeaks, organização liderada por Julian Assange, disse que a publicação dos documentos a respeito das ferramentas de invasão virtual em sua página, www.wikileaks.org, nesta terça-feira, é a primeira de uma série, extraída de um conjunto de dados que inclui várias centenas de milhões de linhas de código e "toda a capacidade de hackeamento" da CIA.

Entre as alegações explosivas feitas nos documentos está a de que a CIA, em parceria com outras agências de inteligência norte-americanas e estrangeiras, está conseguindo violar a criptografia de aplicativos de mensagens populares como WhatsApp, Telegram e Signal.

A Reuters não conseguiu verificar de imediato o conteúdo do material publicado.

"Não comentamos a autenticidade ou o conteúdo de supostos documentos de inteligência", disse o porta-voz da CIA, Jonathan Liu, em um comunicado.

Um consultor de cibersegurança que trabalhou para o governo dos EUA, e que não quis se identificar devido à sensibilidade da notícia, disse que o vazamento parece ser legítimo.

Autoridades norte-americanas afirmaram não estar cientes de onde o WikiLeaks pode ter obtido o suposto material da CIA, e uma fonte do governo disse não estar a par de nenhuma investigação recente ou em curso sobre possíveis vazamentos desde tipo de material da agência.

O WikiLeaks ainda disse que os documentos mostram que agentes da CIA pesquisaram como invadir e controlar dispositivos conectados à internet além de computadores e smartphones.

Em um caso, relatou, funcionários norte-americanos e britânicos envolvidos em um programa conhecido como Anjo Em Prantos desenvolveram maneiras de controlar uma Smart TV da Samsung, fazendo com que ela parecesse estar desligada quando na verdade estava gravando conversas no ambiente.

    (Por Dustin Volz, Mark Hosenball, Warren Strobel e Jim Finkle)

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Reuters