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Roche busca parceria no Brasil por novos medicamentos

Sede mundial da Roche em Basiléia, às margens do rio Reno.

Os gigantes do setor farmacêutico suíço parecem estar mesmo otimistas com o Brasil.

Alguns dias depois de a Novartis ampliar suas instalações para aumentar a produção em duas fábricas brasileiras, desta vez é a Roche quem acena com a possibilidade de aumento dos investimentos para desenvolver no país projetos de pesquisa básica inovadora voltada à descoberta de novos medicamentos.

Um comitê internacional de executivos da Roche esteve no Brasil no começo de agosto para travar contato com algumas das mais importantes instituições de pesquisa do país.

O objetivo da visita foi fazer um levantamento das possibilidades de desenvolvimento de parcerias com os pesquisadores brasileiros, sobretudo no emergente setor de biotecnolgia.

Os representantes da Roche mundial ficaram cinco dias no Brasil. Foram visitadas por eles, entre outras instituições, a Universidade de São Paulo (USP), as universidades federais do Rio de Janeiro (UFRJ) e de Minas Gerais (UFMG), a Universidade de Campinas (Unicamp), o Instituto do Coração e o Instituto Butantã:

"Os contatos foram bons e o nível das apresentações foi excelente", afirma Ernest Egli, presidente da Roche Brasil (Leia a entrevista exclusiva em sobre o mesmo assunto, abaixo da foto).

O comitê enviado ao Brasil foi coordenado por Lee Babiss, que é chefe mundial do setor de pesquisas da Roche. Também integraram a equipe Robin Breckenridge, responsável mundial pelo setor de parcerias da empresa, e Everson Nogoceke, cientista brasileiro que é diretor do Centro Roche de Genômica Médica em Basiléia, na Suíça.

Antes de iniciar o contato direto com os pesquisadores, Lee Babiss se disse otimista com o Brasil: "Nosso objetivo é entender melhor o potencial do mercado farmacêutico e biotecnológico do país e identificar oportunidades de futuros acordos de cooperação para o desenvolvimento de novos produtos e tecnologias".

Setor em franca expansão

O setor de biotecnologia no Brasil está em franca expansão e duplicou seu tamanho nos últimos dez anos. Sua receita em 2006 girou em torno dos US$ 4 bilhões, o que torna o mercado brasileiro muito sedutor para as maiores empresas mundiais.

Presente há 75 anos no Brasil, a Roche jamais investiu em pesquisa básica para a descoberta de novos medicamentos no país. Seus investimentos sempre foram concentrados em pesquisa clínica, que é um estágio mais avançado.

A empresa anuncia que estes investimentos atingirão em 2007 a cifra de US$ 20 milhões, o que significa um aumento de 35% em relação ao ano anterior.

A Roche é líder mundial em pesquisas nas áreas de biotecnologia, oncologia, virologia e transplantes. Em 2006, a empresa investiu cerca de US$ 5 bilhões no desenvolvimento de pesquisas em diversos países, ano que encerrou com 101 projetos clínicos: foram pesquisados 48 novos princípios ativos e 53 novas indicações. Duas centenas de projetos, segundo a empresa, também estão sendo desenvolvidos em seis áreas terapêuticas de investigação pré-clínica (110) e oito áreas de desenvolvimento clínico direto (90).

De olho no BRIC

Durante décadas, quando o assunto era pesquisa básica, a Roche sempre privilegiou os mercados europeu, japonês e norte-americano.

Esta realidade começou a mudar nos últimos três ou quatro anos, desde que as principais empresas e grupos econômicos da Suíça decidiram dedicar maiores atenções e investimentos aos mercados emergentes, sobretudo aos países do grupo conhecido como BRIC
(Brasil, Rússia, Índia e China).

Além destes quatro, a Roche estuda a possibilidade de ampliar seus investimentos em pesquisa também na Coréia do Sul, em Cingapura e em Taiwan.

"Decidimos olhar para fora. A Roche produz ciência de qualidade, mas ainda tem muita coisa que não sabemos. Existem conhecimentos fora que são complementares e a Roche quer ir em busca deles", diz Lee Babiss, acrescentando que, atualmente, "todos os grandes laboratório procuram reforço fora".

Ernest Egli completa afirmando que, na atual política de ampliação dos investimentos da empresa em direção aos países emergentes, o Brasil tem tudo para se tornar um parceiro preferencial: "O Brasil é muito importante para a estratégia da Roche mundial. A presente estabilidade econômica e os diversos projetos governamentais de colocar mais fundos na pesquisa abrem perspectivas muito boas".

swissinfo, Maurício Thuswohl, Rio de Janeiro

Do Brasil para a América Latina

A Roche chegou ao Brasil em 1931 e é atualmente uma das maiores empresas do país no setor farmacêutico. A produção de medicamentos no Brasil atende à boa parte da América Latina e são desenvolvidos no país produtos para as áreas de oncologia, dermatologia e transplantes. Também são fabricados pela empresa no Brasil medicamentos para tratamento da Aids e para doenças como gripe, hepatite, osteoporose, obesidade e hipertensão.

Localizada no bairro de Jacarepaguá, na cidade do Rio de Janeiro, a fábrica da Roche é considerada um dos maiores centros de excelência da empresa em todo o mundo, sendo comparada até mesmo às unidades na Suíça e nos Estados Unidos. A fábrica exporta atualmente para a América Latina 30% dos comprimidos e líquidos estéreis e 19% dos líquidos orais que produz. Os principais mercados são Argentina, Chile, Venezuela, México, Colômbia e Equador.

Além da fábrica carioca, a Roche mantém no Brasil sua sede administrativa, localizada no bairro de Jaguaré, em São Paulo. A empresa também possui, dentro do Pólo Farmacêutico localizado na cidade de Anápolis, em Goiás, um centro de importação, armazenagem e distribuição mantido em parceria com a empresa DHL. Ao todo, a Roche emprega em suas diversas unidades no Brasil mais de 1.300 funcionários.

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