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Sacudir bebês pode ser fatal, alerta campanha

Ilustração do site da Sociedade Suíça de Pediatria

Na Suíça, 140 salas de cinema projetam spot alertando contra a síndrome do "baby-shaking syndrome". A sensibilidade ao problema aumentou com a recente morte de um bebê do famoso alpinista suíço, Erhard Lorétan.

"Socorro, meu bebê não pára de chorar". Este o lema dessa campanha que acaba de ser lançada por cinco semanas, em toda a Suíça de expressão alemã e francesa, as duas maiores regiões lingüísticas do país.

Ignorância

É uma tentativa de reduzir o número de incidentes fatais, geralmente resultantes de ignorância do perigo de sacudir um bebê. Somente na Suíça - país de 7 milhões de habitantes - o chefe da Clínica Universitária de Zurique, Dr Ulrich Lips, estima haver, por alto, 30 casos de bebês sacudidos por ano.

Segundo o médico, especialista em pediatria, 20% dos casos são fatais e 75% sofrem conseqüências mais ou menos graves.

"Os pais geralmente sabem que não se deve bater na cabeça dos bebês", lembra Silvia Krebs, responsável pela Fundação suíça Infância e Violência. "Mas muitos ignoram que sacudi-los pode provocar lesões cerebrais irreversíveis".

Impulso

Existe na Suíça, desde 1997, uma brochura em 3 línguas, alertando para o perigo de sacudir o bebê. A brochura é distribuída em maternidades, centros de aconselhamento para parentes e em consultórios médicos.

Uma primeira campanha destinada à TV, nas 3 principais línguas da Suíça (alemão, francês e italiano) foi realizada em 1999. Mas por falta de recursos teve pouco impacto.

A nova campanha de conscientização estava prevista desde setembro, mas deslancha pra valer somente agora, na esteira do escândalo envolvendo o alpinista Erhard Lorétan, acusado de homicídio involuntário.

Problema geral

Lorétan, 51 anos, é um dos mais famosos alpinistas. Ele é um dos 3 únicos alpinistas a ter escalado 14 picos do mundo, de mais de 8.000 metros.

O grave incidente ocorreu em 23 de dezembro. Irritado com o choro do próprio filho, o alpinista o pegou e o sacudiu, "não como um louco", insiste. Foi no entanto o suficiente para provocar lesões cerebrais que se revelaram fatais à criança, socorrida em hospital.

Especialistas lembram que até um ano, um bebê não controla os músculos do pescoço. Basta agitá-lo um pouco para que o cérebro se desloque. E uma hemorragia cerebral pode mesmo provocar a morte. É o que aconteceu e aconteceria com regularidade na Suíça e em outras partes do mundo.

swissinfo com agências.


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