Um produto suíço que voa pelo mundo inteiro

Design elegante: saquinhos de enjoo das companhias aéreas Alitalia e Saudi Air. Eliane Häfliger

Ele é aquele companheiro de viagem que você preferiria não ter que usar, mas quando necessário ele está ali, firme e forte, ao seu lado: o saquinho de enjoo, também conhecido de maneira mais direta e deselegante como saquinho de vomitar - em alemão ele se chama Brechbeutel, ou saco de amassar. O fabricante líder internacional desses sacos é a empresa suíça Elag, do cantão de Berna. Um livro recém-publicado selecionou os mais belos modelos.

Este conteúdo foi publicado em 24. junho 2020 - 08:58
Eliane Häfliger, Sara Aurelia Eggel (imagens), e Ester Unterfinger (texto)

O colecionador suíço de sacos Fredy Thürig possui cerca de 2000 exemplares. Sua coleção já foi reconhecida no livro "Für Reisekranke" (jogo de palavras significando "Para os doentes por/de viagens). Ele mostra 45 anos de design gráfico e histórico de vôos internacionais por meio dos saquinhos coloridos com diversas mensagens e logos impressos, da American Airlines à Air Nepal.

Alguns projetos são funcionais e dedicados, outros permitem que o passageiro escape do tédio com a ajuda de um jogo de estratégia. As sacolas de uso duplo eram populares na década de 1980; quando não eram acionadas durante o voo, podiam ser usadas para enviar filmes de férias para revelar. Companhias aéreas de baixo custo inseriam mensagens de incentivo como "Tudo ficará bem" ou "Obrigado por suas críticas".

Tudo que entra tem de sair

As autoras do livro colocaram lado a lado as ofertas culinárias da companhia aérea com os saquinhos de enjoo. Para viagens curtas, basta um "biscoito amanteigado com suco de laranja", enquanto em longas viagens na classe executiva "é oferecido um menu requintado de quatro pratos com o vinho certo". O enchimento e o esvaziamento do estômago podem ser sentidos quase fisicamente quando assim contrastados.

Mais de 100 companhias aéreas usam as sacolas da empresa suíça Elag com seu design individual. A confecção dos sacos foi uma ideia simples mas bem lucrativa. Em 1956, Robert Elsässer fundou a empresa Elag. e investiu em novas técnicas de dobragem e selagem de papel, que possibilitaram a produção de sacos selados.

A sacola flexível era uma alternativa às tradicionais latas ou às caixas de papelão. Ocupa menos espaço, é muito mais leve, requer menos energia para fabricar e gera menos desperdício.

Em 1974, a Elag lançou o "Kotzbeutel" (saco de vômito) internacionalmente com o formato 125x80x237mm, que se tornou o padrão mundial para bolsas de enjoo em voos e continua a moldar esse mercado até hoje. O volume anual de vendas é de 75 bilhões de sacos.

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