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Sebastião Salgado revela mundo da "migração"

Salgado na abertura da exposição em Berna, dia 30 de janeiro

(Keystone)

"Esta é uma exposição sobre os efeitos nefastos da globalização e representa 80% da humanidade. Gostaria que políticos su'iços vissem essas fotos porque acho possível um processo mais humano", declarou o fotógrafo na abertura de sua exposição em Berna.

"A humanidade está em marcha na urgência e no caos. Nas últimas décadas, a pobreza, as guerras e a repressão deslocaram milhões de pessoas no mundo inteiro. Algumas fogem para salvar a pele, outras arriscam a pele par fugir da miséria."

Eles não são miseráveis

O texto acima está na introdução do catálogo de "migração", a exposição de 300 fotos de Sebastião Salgado no Kornhaus de Berna, capital suíça, de 31 de janeiro a 17 de março. A exposição tem 8 versões e percorre o mundo como já ocorreu com outros trabalhos do célebre fotógrafo brasileiro.

Durante 7 anos, ele percorreu 45 países fotografando o tema dos deslocados. "Sempre me perguntam como suportei tanta miséria. Não encontrei miséria mas gente digna que havia perdido tudo e não entendia por quê" afirmou Salgado a swissinfo.

Unicamente fotojornalismo

"Eu mesmo fui um deslocado do campo para a cidade, depois tornei-me um imigrante e até hoje vivo em outro país falando línguas que não são a minha", acrescentou.

Na abertura da exposição quarta-feira, 30, em Berna, Salgado disse aos cerca de 200 convidados que não há uma única montagem em suas fotos e que ninguém pousou para elas.

Divisão em 5 partes

Afirmou que "estamos vivendo num sistema que exclui boa parte da humanidade" e deu como exemplo o chocolate suíço que nunca caiu de preço, enquanto a matéria prima (cacau) nunca foi tão barata. Disse também que as pessoas no hemisfério norte estão vivendo não apenas do trabalho mas também da transferência de renda "dos que trabalham tanto quanto nós no hemisfério sul".

A exposição "migração" está dividida em 5 partes: emigrantes e refugiados, a tragédia africana, êxodo rural e desordem urbana na América Latina, Ásia novo rosto urbano do mundo e Retratos de crianças de vários países.

swissinfo: Claudinê Gonçalves

"Migração" fica até 17 de março, no Kornhaus, em Berna.


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