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Suíça identifica 400 terroristas potenciais no país

O Serviço Federal de Inteligência (FIS) monitora a atividade na mídia social de cerca de 400 terroristas potenciais, de acordo com seu último relatório.

Este conteúdo foi publicado em 03. maio 2016 - 13:20
swissinfo.ch com agências
Markus Seiler, chefe do Serviço Federal de Inteligência (FIS), apresenta seu último relatório na segunda-feira, 2 de maio. Keystone

O terrorismo derivado do jihad continua sendo uma grande ameaça para a Suíça, e para a Europa, como mostram os recentes ataques em Paris e Bruxelas, disse Markus Seiler, diretor do FIS.

A Suíça não é o principal alvo das organizações jihadistas, disse Seiler, numa conferência de imprensa realizada segunda-feira em Berna. O serviço de inteligência suíço se preocupa essencialmente com os ataques que podem ser lançados por indivíduos ou pequenos grupos com ferramentas simples e um mínimo de logística.

Pausa

Até agora, o FIS registrou 73 indivíduos que deixaram a Suíça para ingressar em grupos terroristas. No entanto, não há relato de nenhuma atividade desde o início de 2016, o que sugere uma possível pausa.

Desde o início deste ano, 12 pessoas que voltaram para a Suíça depois de participar em atividades terroristas estão sendo processadas. O Ministério Público se ocupa de 60 casos gerais, de acordo com o relatório.

Dificuldades

No mês passado, três cidadãos iraquianos foram condenados à prisão por crime de terrorismo pelo Tribunal Penal Federal, de Bellinzona. As autoridades disseram na segunda-feira que estão analisando a maneira de como tratar os terroristas depois que cumprirem suas penas na prisão, em poucos anos.

A atitude que prevalece até agora, de acordo com Seiler, é de trata-los como cidadãos comuns após a libertação. No entanto, eles devem ser sujeitos a um controle especial por meios legais.

O ministro da Defesa, Guy Parmelin, também fez referência à ameaça do terrorismo jihadista e se pronunciou a favor de um novo serviço de inteligência e acompanhamento das leis, que os suíços devem votar em breve.

Seiler disse ainda que seria necessário mais recursos policiais para aumentar o serviço de monitoramento atual.

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