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Serviços para suíços do estrangeiro Correios Suíços iniciam testes com voto eletrônico

Alguns cantões oferecem a suíços do estrangeiro o direito de participar de eleições e plebiscitos. Três sistemas de voto eletrônico concorrem atualmente no mercado suíço, dos quais um é oferecido pelos Correios Suíços. A swissinfo.ch testou a última versão de testes.

Os Correios Suíços prometem segurança no seu sistema de voto eletrônico.

Os Correios Suíços prometem segurança no seu sistema de voto eletrônico.

(Keystone)

O primeiro passo funcionou sem problemas: em primeiro lugar, eu fiz o download no site especialLink externo preparado pelos Correios Suíços para fazer a carteira eleitoral eletrônica. Normalmente eu teria recebido esse documento através de uma carta.

Quem não gosta de trabalhar com senhas, poderia desistir na primeira tentativa. Com a carteira eleitoral eletrônica recebo três diferentes delas. Primeiramente tenho de colocar a primeira senha no formulário e um ano de aniversário fictício. Então o sistema avança.

Eu posso votar em diferentes assuntos assim como ocorre na cédula normal. A diferença agora é que eu não preciso mais riscar um quadrado, mas sim movimentar o mouse do computador e clicar.

Em um segundo passo os meus dados são registrados. Através de uma chave de controle posso verificar se os dados foram transmitidos corretamente ao servidor. Então chega o passo final: ao dar uma outra senha, posso então "colocar" a minha cédula eleitoral na urna virtual. Conclusão: quase uma brincadeira de criança.

Correios fazem campanha

O mercado para o voto eletrônico é bastante concorrido na Suíça. Seu potencial de crescimento é muito grande, segundo os especialistas. Os Correios Suíços são um dos três fornecedores. Os outros dois são o cantão de Genebra e a empresa EmineoLink externo

2° passo no sistema dos Correios Suíços: depois de dar o voto, a cédula é "lacrada" e transmitida ao servidor (screenshot).

2° passo no sistema dos Correios Suíços: depois de dar o voto, a cédula é "lacrada" e transmitida ao servidor (screenshot).

(swissinfo.ch)

"Uma versão de testes não é apenas um golpe publicitário", ressalta Oliver Flüeler, porta-voz dos Correios. A empresa quer mostrar à população como funciona o voto eletrônico e quão simples é o sistema, acrescenta ele ao comentar a campanha.

A Organização dos Suíços do Estrangeiro (ASOLink externo, na sigla em alemão) saúda essa iniciativa. "Assim podemos mostrar aos eleitores que esse sistema é realmente fácil de utilizar", declara a porta-voz Sasha Edelmann.

Edelmann lembra também que o sistema desenvolvido pelo cantão de Genebra, intitulado "CHVoteLink externo" já foi apresentado a parlamentares e representantes de vários governos cantonais. A campanha foi executada em toda a Suíça em outono de 2016.

Friburgo foi o primeiro cantão a aplicar em novembro do ano passado o sistemaLink externo de voto eletrônico dos Correios Suíços, desenvolvido em cooperação com a empresa espanhola Scytl. Foi a primeira tentativa bem-sucedida de possibilitar os suíços do estrangeiro a participar de plebiscitos na sua pátria de origem. 

A comunidade de suíços do estrangeiro do cantão de Neuchâtel também utilizou o sistema nas votações de 12 de fevereiro de 2017 (n.r.: nesse cantão os eleitores também podem votar eletronicamente). O terceiro cantão visado pelos Correios Suíços foi Basileia-cidade, que até então só havia testado o sistema concorrente CHVote (utilizado também pelo cantão de Berna e Lucerna).

A segurança do voto eletrônico é uma questão central. Muitos críticos apontam para os riscos de manipulação do voto. Porém os Correios Suíços mostram-se "convencidos de que a solução transparente de voto eletrônico desenvolvida pela empresa será bem-sucedida", afirma o comunicado enviado à imprensa.

Abuso de poder

O terceiro fornecedor de sistemas de voto eletrônico é a empresa suíça Emineo. Seus representantes apontam barreiras para entrar no mercado, dando um exemplo: os cantões de St. Gallen e Argóvia testaram apenas os sistemas CHVote e o dos Correios. Ao ser entrevistado pela swissinfo.ch em novembro de 2016, o seu cofundador, Werner Zecchino, disse que entraria com um recurso contra a escolha feita pelos dois cantões.

O diretor da Emineo, Thomas Zwahlen, revela, porém, que a empresa retirou seu pedido. Depois de uma avaliação, os responsáveis consideram poucas as chances de sucesso. Os custos financeiros e de tempo seriam elevados demais para uma pequena empresa. "Porém continuamos em contato com representantes dos governos em toda a Suíça", declarou.

Necessidades da "Quinta Suíça"

A ASOLink externo sempre defendeu a introdução do voto eletrônico para suíços do estrangeiro em todos os cantões. Para muitos dos membros dessa comunidade, essa seria a única possibilidade de exercer seus direitos políticos, já que em muitos países os serviços de correios são lentos, o que dificulta não apenas votar, mas também receber o material de voto (livretos informativos e as cédulas).

O senador Filippo Lombardi e o deputado-federal Tim Guldimann apresentaram um projeto de lei no qual solicitam a introdução de sistemas de voto eletrônico para as eleições nacional de 2019 e abertos aos suíços do estrangeiro.

Porém o projeto foi refutado pelo Conselho dos Estados (Senado), seguindo uma recomendação do governo. Este argumentou que a execução de eleições e plebiscitos são um assunto da alçada dos cantões. Depois do veto no Senado, o deputado-federal Tim Guldimann retirou o seu projeto da pauta no Conselho Nacional (Câmara dos Deputados).

Você gostaria de votar eletronicamente? Envie-nos um comentário com as suas posições.  

swissinfo.ch

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Adaptação: Alexander Thoele, swissinfo.ch

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