Eleitores vetam as Olimpíadas de inverno na Suíça

Pouco mais da metade dos eleitores do cantão (estado) do Valais, no sudoeste da Suíça, disseram "não" no plebiscito que pedia a aprovação para o crédito às Olimpíadas de Inverno de 2026, o que enterra o sonho do país de organizar mais uma vez o megaevento.

swissinfo.ch/db
A child enters the finish area with a banner promoting Sion's bid, ahead of a women's alpine ski race in the Valais resort of Crans-Montana in March. Keystone

O voto nas urnas foi claro, especialmente nas maiores cidades desse cantão (estado) localizado na região sudeste do país, dentre elas Sion, que seria a cidade-sede: 53,98% votaram contra o financiamento de 100 milhões de francos por parte dos contribuintes para garantir a infraestrutura e a segurança do evento. No total, 71.579 votaram "não" e 61.019, "sim." A participação no pleito foi de 62,6% dos eleitores.

A maior surpresa desse plebiscito organizado no domingo é que os eleitores residentes em algumas das regiões de esqui mais conhecidas do país, dentre elas Zermatt e Nendaz - também votaram contra os Jogos Olímpicos. Já outros resorts conhecidos como Crans-Montana e Saas-Fee aprovaram o financiamento.

A campanha da Sion 2026 se torna assim a última tentativa da Suíça de receber os Jogos Olímpicos desde St. Moritz em 1948.  

Se os eleitores do cantão do Valais tivessem aprovado o financiamento, o governo federal da Suíça já havia garantido pelo menos CHF 1 bilhão para cobrir os custos da organização dos JO, cujo orçamento total estava avaliado em CHF 2,4 bilhões.

Melhor investir em hospitais

Os opositores da Sion 2026 apresentaram vários argumentos para fundamentar sua campanha, dentre eles afirmando que o orçamento dos JO iria estourar como sempre ocorre com os grandes eventos. Além disso, consideravam que o cantão do Valais, considerado financeiramente fraco, deveria investir mais em hospitais, estradas e serviços sociais. Além disso, consideram o Comitê Olímpico Internacional (COI) como pouco confiável, apesar da intensa campanha feita através da chamada Agenda 2020, um plano de reforma para otimizar os orçamentos e reduzir a complexidade dos jogos.

Já os defensores da Sion 2026 argumentavam que a organização do evento no cantão daria mais visibilidade ao país, desenvolveria o turismo e geraria mais rendas e empregos.

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