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Sistema social custa 127 bilhões de dólares aos suíços

Há pobres também entre os aposentados, diz Pro Senectute.

(Pixsil)

Aposentadoria, tratamento de saúde e seguro-desemprego: o sistema de seguridade social custou 142,4 bilhões de francos (127,5 bilhões de dólares) aos suíços em 2007. Quase a metade foi para os aposentados.

Apesar do aumento do total das despesas sociais, em percentual do Produto Interno Bruto elas caíram 0,4%, ficando em 27,8%. Mesmo assim, o sistema social na Suíça é mais caro do que a média europeia.

Descontada a inflação, os gastos sociais aumentaram 1,8% por habitante. Mas a taxa de despesas sociais recuou pela terceira vez o ápice de 29,3% do PIB atingido em 2004, como mostram dados provisórios do Departamento Federal de Estatísticas (DFE).

Em comparação com o ano anterior, os gastos sociais aumentaram 3,7% (em 2006, foram de 137,2 bilhões de francos). Entre 2001 e 2006, houve uma queda das despesas reais por habitante, uma tendência que não teve continuidade em 2007.

O aumento das despesas sociais decorreu principalmente do aumento dos gastos com o seguro de aposentadoria, o seguro obrigatório e o seguro contra invalidez.

Boa conjuntura seguida de turbulências

Graças à baixa taxa de desemprego, em função da boa conjuntura econômica em 2007, os gastos do seguro-desemprego tiveram uma queda significativa.

As receitas da área de previdência social foram de 165,7 bilhões de francos em 2007, um aumento de 2,6% (1,8% real) em relação ao ano anterior.

Devido ao forte aumento dos encargos pagos pelos empregadores (+8,9%) e trabalhadores (+6,8%), a participação deles nas receitas da previdência aumentou para 54,9%. Essa evolução é atribuída pelo DFE ao aumento da população economicamente ativa e aos aumentos salariais em 2007.

As turbulências nos mercados financeiros internacionais, que começaram em meados de 2007, provocaram uma queda da participação dos lucros obtidos a partir das fortunas acumuladas pelos órgãos de previdência (de 14,7% para 12%).

Mesmo assim, essa fonte rendeu quase 20 bilhões de francos e contribuiu com grande parte do superávit das contas da seguridade social.

Quase a metade para os aposentados

Do total de gastos sociais 45,7% destinaram para a previdência à velhice, principalmente para a aposentadoria. Em segundo lugar aparecem os tratamentos de saúde (26,5%), seguidos pela invalidez (12,3%).

Segundo a fundação Pro Senectute, que presta assistência a 44 mil idosos por ano, apesar de um em cada sete casais de aposentados ter uma fortuna de mais de um milhão de francos, também há pobres na terceira idade, inclusive em cantões ricos, como Zug.

A fundação ajuda mais de 15 mil aposentados com cerca de 100 francos por mês para que possam pagar aparelhos eletrodomésticos, medicamentos, sapatos ou ir ao cabeleireiro. Cerca de 13 mil casais de aposentados recebem 2.500 francos de aposentadoria por meses (os 20% de casais mais ricos dispõem de cerca de 9.300 francos por mês).

Comparação européia

Segundo o Departamento Federal de Estatísticas, a Suíça ocupa o oitavo lugar em gastos sociais entre os países europeus. Em 2006, a cota oscilava entre 12,2% do PIB na Letônia e 31,3% na França – na Suíça era de 28,2% do PIB naquele ano.

Com base nesses dados (os mais atuais disponíveis), o país figura acima da média dos gastos sociais dos países-membros da União Europeia, que era de 26,9% três anos atrás.

Países com despesas sociais mais elevadas do que a Suíça são, além da França, também a Áustria (28,5%), Alemanha (28,7%), Dinamarca (29,1%), Holanda (29,3%), Bélgica (30,1%) e Suécia (30,7%).

Geraldo Hoffmann, swissinfo.ch (com agências)

Aposentadoria suíça

O sistema de aposentadoria helvético é considerado um dos melhores do mundo.

Na Suíça o trabalhador conta duas fontes obrigatórias: a primeira, mais conhecida como 1° pilar, é o seguro básico para todas as pessoas que residem ou trabalhem na Suíça. Ela é baixa, mas garante que ninguém deixe de ter uma renda mínima quando atingir a idade de abandonar o batente, atualmente aos 65 anos.

A segunda base é a previdência profissional, o chamado 2° pilar, que assegura todos os empregados a partir dos 25 anos de idade e cujo salário anual atinje o limite mínimo anual de CHF 19.350. Ela complementa a renda e é calculada por uma taxa de conversão do capital acumulado durante os anos de trabalho. A taxa atual de conversão do 2° pilar é de 6,4 ou seja, para um capital acumulado de 100 mil francos, ao se aposentar com 65 anos de idade, a pessoa terá um salário anual de 6 mil e 400 francos.

O terceiro pilar é a previdência privada.

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(swissinfo.ch)


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