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Socialistas querem reduzir Exército

Os socialistas querem menos soldados, porém profissionais

(Keystone)

O PS vai à luta contra o projeto do governo chamado Exército XXI. Redução drástica da tropa, fim do serviço militar obrigatório, fim do serviço civil e corte no orçamento são defendidos pelos socialistas. Outros dois partidos governamentais também criticam o projeto do governo.

Dos 4 partidos governamentais, apenas o Democrata Cristão (PDC) aceita o projeto do governo para o Exército do século XXI. O Radical (PRD) pediu uma revisão e o partido mais à direita (UDC) já o rejeitou. Segunda-feira, 30.7, foi a vez dos socialistas (PS) apresentarem seu projeto alternativo.

Cortar tudo pela metade

O projeto do governo prevê um contingente de 120 mil homens e 80 mil reservistas, novos aviões, muito armamento e muita munição. O orçamento previsto é de 4,3 bilhões de francos (US 2,5 bilhões).

Os socialistas acham isso um exagero porque calcula que não há riscos de conflito armado na Europa, pelo menos na próxima década. Por isso, PS acha "ultrapassada" a conceção de um Exército de resistência para proteção do território, vigente atualmente e mantida no projeto do governo.

O PS considera que 15 mil soldados profissionais e 45 mil reservistas são suficientes para garantir a segurança do país, com um sistema de defesa orientado para defender a sociedade civil e não o território. Para isso, calcula, bastam 2,4 bilhões de franco por ano.

Fim do serviço obrigatório e da proteção civil

Na concepção dos socialistas, há uma fase transitória entre o sistema de milícia atual, que considera muito caro para a Economia do país, e a profissionalização, com soldados contratados por períodos de 5 anos.

Enquanto isso, a tropa seria reduzida progressivamente tornando o serviço militar facultativo e suprimindo o serviço de proteção civil, único na Europa, e encarregado de garantir a proteção da população em caso de guerra.

swissinfo com agências

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