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Patinando pela Suíça através do globo

Alexia Paganini swissinfo.ch

Apesar de ter nascido nos Estados Unidos, Alexia Paganini já participou dos Jogos Olímpicos vestindo a camisa da Suíça. Se o esporte e a dupla nacionalidade lhe abriram portas em inúmeros países, a atleta de 16 anos considera a Suíça sua "verdadeira" pátria. 

Este conteúdo foi publicado em 03. maio 2018 - 12:45
swissinfo.ch (entrevista realizada por escrito)

Alexia Paganini vive em Nova Iorque. Nos mais recentes Jogos Olímpicos de Inverno em Pyeongchang, Coreia, ela ficou em 21o lugar na patinagem. Há pouco também participou do campeonato mundial em Milão. A swissinfo entrevistou-a por escrito para falar do esporte e de queijo. 

As opiniões manifestadas neste artigo, dentre outros sobre o país de acolho e sua política, são pessoais e não correspondem às posições da plataforma de informações swissinfo.ch.

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swissinfo.ch: Por que seus pais emigraram da Suíça?

Alexia Paganini: Eles saíram do país em 2000, pois meu pai iria fazer um MBA na Universidade de Columbia. Antes viviam em St. Moritz com o meu irmão mais velho, que nasceu em Samedan.

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swissinfo.ch: Por que você é suíça?

A.P.: Meus dois pais são suíços. Quando nasci, recebi automaticamente a nacionalidade suíça. Originalmente meu pai vem de Brusio, nos arredores de Puschlav. Minha mãe viveu dez anos em St. Moritz. Ela vem da Holanda.

Meus pais vivem nos Estados Unidos como expatriados e têm um visto de residência. Por isso somos considerados uma família suíça que vive no exterior. Meu pai era capitão do Exército suíço. Ha quatro anos ele está aposentado. 

swissinfo.ch: Como você começou a praticar a patinação artística no gelo?

A.P.: A patinação artística no gelo faz parte da minha vida desde que eu me conheço por gente. A minha mãe levava eu e meus irmãos, Kevin e Mario, para a pista local de patinação quando tinha apenas dois anos. Meus irmãos jogam hóquei no gelo. Eu pratico a patinação artística. Somos todos apaixonados pelo esporte. 

swissinfo.ch: Por que você representa no esporta a Suíça e não os Estados Unidos?

A.P.: Como meus pais são suíços, eles queriam que eu disputasse pelo nosso país. Por isso minha mãe contatou a Associação Suíça de Patinação Artística quando eu tinha nove anos. Mas na época não funcionou. 

No ano passado eu mudei em janeiro de treinador. Meu novo treinador, Igor Krokavec, queria que eu tentasse mais uma vez. No campeonato mundial ele encontrou o presidente da associação. Depois de alguns testes e uma certa burocracia, eu tive uma chance de tentar disputar um campeonato pelo país. Então acabou dando certo. 

swissinfo.ch: Como você se sentiu representando a Suíça? Quais foram as suas melhores lembranças?

A.P.: Foi uma experiencia inesquecível de poder representar a Suíça nos JO. Eu me senti honrada e muito agradecida pela oportunidade. 

Minha lembrança mais bonita foi o primeiro momento em que eu entrei na pista olímpica de gelo. Então pude me conscientizar de que era tudo verdade. Eu estou aqui e participo dos JO como representante do meu país, a Suíça. Foi um momento bastante intensivo, que nunca mais irei esquecer. 

swissinfo.ch: Que temas você conversava com os outros atletas suíços? 

A.P.: Eles eram muito simpáticos. Eu não era a única que vivia no exterior. Nós compartilhamos muitas experiencias e torcíamos uns para os outros durante as competições. Era muito bom sentir esse apoio. 

A gente riu bastante juntos, festejamos muito ou choramos as derrotas. Fomos até uma vez juntos ao cabelereiro na vila olímpica de Pyeongchang. Esses foram momentos muitos especiais, onde fiz bastante amizades. 

swissinfo.ch: Quais são seus objetivos para o futuro?

A.P.: Meus objetivos são de treinar bastante e me aperfeiçoar cada vez mais no esporte. 

swissinfo.ch: Onde você vive e como é o seu cotidiano?

A.P.: Atualmente vivo em Nova Iorque, mas viajo bastante. Diariamente a minha mãe me leva para treinar uma hora por dia em uma pista de gelo em Nova Jersey. Eu começo por volta de oito da manhã. 

Um dia normal de treino vai de oito da manhã até as cinco da tarde. Ele é dividido em duas partes. Além disso, também faço musculação. Na hora do almoço tenho uma hora e meia de pausa. As vezes faço meus deveres de casa durante o almoço ou à noite, em casa. 

swissinfo.ch: Qual o seu relacionamento com a Suíça?

A.P.: Eu sempre me senti como suíça. Tenho muito orgulho disso. Quase toda a minha família vive na Suíça. Eles estão espalhados em localidades como Weesen, Solothurn, Zurique e Poschiavo. Minha avó vive em Brusio. Eu gosto muito de visitar a Suíça. É a minha pátria. 

swissinfo.ch: Você fala algum idioma do país?

A.P.: Eu falo o alemão padrão, pois durante muitos anos frequentei a Escola Alemã em White Plains (nas proximidades de Nova Iorque). 

swissinfo.ch: Como reagem seus amigos nos EUA quando descobrem que você é suíça?

A.P.: Dos atletas que treinam na mesma pista que eu, onze participaram dos Jogos Olímpicos. Eles vêm dos mais diferentes países. Eles sempre souberam que eu sou suíça. Todavia treinamos juntos e apoiamos uns aos outros. 

swissinfo.ch: Como você vê a Suíça à distância?

A.P.: Minha impressão é de que a Suíça é um país muito bom. Ela é segura e oferece muitas oportunidades. É um país bonito e todos os suíços são maravilhosos. Eu considero único a sua diversidade de culturas, as diferentes tradições, mas que todos tenham mesmo assim um tão bom convívio. 

swissinfo.ch: Você já pensou em viver na Suíça?

A.P.: Eu não posso ver no futuro, mas imagino viver algum dia na Suíça. 

swissinfo.ch: O que mais você sente falta na Suíça?

A.P.: Eu vou muitas vezes à Suíça. A primeira coisa que gosto de fazer é procurar um restaurante para comer raclete (n.s.: prato suíço com queijo derretido). Eu adoro esse prato!

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