"Nós, suíços, nos adaptamos muito fácil"

David Schaffner em uma floresta na Alemanha. zVg

David Schaffner se mudou para a Alemanha para ficar junto com a namorada. Hoje casado, esse suíço do estrangeiro de 25 anos aproveita da vida tranquila em uma pequena cidade, mantendo ainda um contato estreito com a pátria distante.

Este conteúdo foi publicado em 05. fevereiro 2019 - 12:45
swissinfo.ch (entrevista realizada por escrito)

swissinfo.ch: Por que você saiu da Suíça?

David Schaffner: Devido ao amor. Eu emigrei em 2016 para ficar junto ?à minha namorada, hoje esposa. 

As opiniões manifestadas neste artigo, dentre outros sobre o país de acolho e sua política, são pessoais e não correspondem às posições da plataforma de informações swissinfo.ch.

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swissinfo.ch: Foi uma viagem sem retorno ou você ainda pensa em voltar à Suíça?

D.S.: Eu ainda não planejei um retorno, mas não o descarto.

swissinfo.ch: Qual é o seu trabalho? Como funciona? 

D.S.: Eu trabalho como vendedor na indústria alimentícia. Trabalhamos com "private label packaging", ou seja, embalagens de chá e temperos orgânicos, atendendo pequenos e grandes clientes na Europa central. 

Ao mesmo tempo estudo administração de empresas. A minha agenda está sempre cheia, mas gosto do desafio. 

David Schaffner com sua esposa alemã. zVg

swissinfo.ch: Onde você vive hoje em dia e como é a cozinha local? 

D.S.: Vivo em uma pequena cidade no estado de Hessen, na Alemanha, próximo aos estados de Baixa Saxônia e Turíngia. A vida aqui é bastante tranquila, do jeito que eu gosto. 

A cozinha alemã não se diferencia muito da cozinha suíça. Nós saímos pouco para comer fora, já que tanto eu como a minha esposa gostamos de cozinhar, sempre utilizando produtos saudáveis e regionais. 

swissinfo.ch: O que é melhor na Alemanha do que na Suíça?

D.S.: A Alemanha é mais diversificada no que diz respeito à arte e cultura. As possibilidades de estudar são muitas e de alta qualidade, sendo também mais barato do que na Suíça. Além disso, há vantagens de estar na União Europeia como ter menos custos de telefonia ou mesmo no câmbio. 

As duas maiores diferenças que me vêm à cabeça são a forma direta dos alemães de ser e da possibilidade de dirigir à alta velocidade nas rodovias do país, do jeito que você quiser :)

Passeio de barco no lago Edersee. zVg

swissinfo.ch: Como você vê a Suíça à distância?

D.S.: À distância a Suíça se tornou bastante pequena. Em todo caso, ela está sempre presente na minha vida. Eu acompanho as notícias, os resultados esportivos e também sempre estou em contato com amigos e familiares. Aqui na Alemanha sou até mesmo membro de um clube suíço. 

swissinfo.ch: Você se sente bem integrado? 

D.S.: No começo não foi fácil, pois você precisa construir uma rede de amigos. Além disso, tem a dificuldade de ter de deixar para trás os familiares e amigos quando você se muda para o exterior. Eu passei e passo até hoje algumas dificuldades por isso. 

Porém eu me sinto hoje em dia bem integrado. Através do trabalho e da universidade, além das atividades do clube, pude fazer bastante contatos por aqui. O contato aberto e caloroso com a família da minha esposa me ajudou bastante a me integrar na Alemanha. 

David Schaffner durante um passeio na floresta no centro da Alemanha. zVg

swissinfo.ch: Quais são as diferenças culturais e o que te trouxe mais dificuldades? 

D.S.: Eu consigo lidar bem com a cultura local e as pessoas daqui. Talvez seja pelo fato de já conhecer a minha esposa há oito anos. Desde 2016 vinha regularmente ao país. Nós, suíços, também não temos dificuldades para nos adaptar.

swissinfo.ch: O que você mais gosta no seu cotidiano?

D.S.: Eu vivia com os meus pais quando estava na Suíça. Depois de prestar o serviço militar, o meu caminho de casa para o trabalho era de apenas sete quilômetros. Por isso não valia a pena ter o meu próprio apartamento. Por isso estou gostando muito de ter a minha própria casa. O trabalho me dá também um grande prazer. E também gosto de participar uma vez por semana de um coro. 

Passeando no rio Werra com um caiaque. zVg

swissinfo.ch: Você participa das eleições e votações na Suíça?

D.S.: Sim, eu participo através do voto eletrônico. Nós, suíços, temos o privilégio de poder influenciar na vida política do país. Por isso acho importante votar. 

Como suíço do estrangeiro os temas colocados em votação não influenciam a minha vida diretamente. Por isso prefiro perguntar às pessoas na Suíça o que elas acham dos diferentes temas antes de votar. 

swissinfo.ch: O que mais você sente falta da Suíça?

D.S.: Rivella (refrigerante), carne-seca dos Grisões e do Osterflädli (um bolo de Páscoa).

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