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COVID-19: imunidade detectada até seis meses após infecção

Especialistas defendem o aumento do número de testes de despistagem na Suíça. Keystone / Laurent Gillieron

Embora as estatísticas mostrem uma diminuição nas infecções através do novo coronavírus e das hospitalizações na Suíça, especialistas pedindo cautela e mais testes de despistagem, já que variantes mais contagiosas do vírus são hoje responsáveis por quase 70% das infecções no país.

Este conteúdo foi publicado em 03. março 2021 - 08:25
Keystone-SDA/ac

"A situação é boa, mas o panorama ainda é incerto", declarou Virginie Masserey, chefe da Seção de Doenças Infecciosas no Depto. Federal de Saúde Pública (BAG, na sigla em alemão), à imprensa. O número de novos casos se estabilizou em 160 casos por 100 mil habitantes durante cerca de duas semanas em todas as regiões da Suíça, acrescentou.

O número de hospitalizações e mortes também caiu e não há mais evidências de excesso de mortalidade entre os maiores de 65 anos.

Entretanto, a especialista considera importante manter o alarme: não se sabe ainda até que ponto a aparição de mutações representam um risco. Em outros países a fase de estabilização foi o prelúdio para aumentar ainda mais a atenção, enfatizou.  

Portanto, Masserey considera importante continuar cumprindo as medidas de proteção, especialmente após o relaxamento parcial das restrições a partir de 1º de março.

Imunização

Com base no programa Corona Immunitas, que analisa a imunidade da população suíça, Milo Puhan, da Universidade de Zurique, informou que o número de pessoas com anticorpos aumentou consideravelmente em comparação à situação da primeira onda da pandemia. Em alguns cantões, esta chega a atingir entre 20% e 25%.

Puhan também anunciou que foi possível detectar a presença de anticorpos em pacientes seis meses após a infecção.

"Apesar da boa notícia, não devemos esquecer que a pandemia não terminou. A situação ainda é muito incerta", ressaltou Anne Lévy, diretora do BAG: "Os casos de novas variantes da COVID-19 continuam a aumentar e representam 68% de todas as novas infecções. 

Especialistas enfatizaram a necessidade de realizar mais testes de despistagem do novo coronavírus. O rastreamento adequado pode interromper as cadeias de infecção. Além disso, recomenda reforço no programa de vacinação.

Eles também exigiram testes em massa para grupos de risco. O uso do aplicativo SwissCovid, utilizado por quase dois milhões de habitantes, também continua sendo essencial, ressaltaram.

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