Por que se fica tanto tempo estrangeiro na Suíça?

A Suíça é o país que tem a mais alta proporção de estrangeiros. No entanto, quase 40% deles nasceram na Suíça ou residem há mais de 20 anos. swissinfo.ch traça o perfil desses estrangeiros instalados aqui de longa data.

Este conteúdo foi publicado em 07. julho 2017 - 15:15

Um terço das pessoas residentes na Suíça são originarias da migração. Estão incluídas nessa definição as pessoas que elas próprias imigraram ou os pais emigraram para a Suíça.

Considerando unicamente a nacionalidade dos residentes permanentes na Suíça, constata-se que um quarto da população não tem nacionalidade do país. É uma proporção entre as mais altas do mundo. Resta que quase 40% desses estrangeiros nasceram na Suíça ou são residentes há mais de 20 anos. O gráfico abaixo apresenta o tempo de residência na Suíça, segundo a nacionalidade.

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As nacionalidades italiana, turca e da ex-Iugoslávia (Croácia, Bósnia-Herzegovina, Macedônia e Kosovo) são as mais numerosas entre os estrangeiros nascidos ou residente na Suíça há mais de 20 anos. 60% ou mais das pessoas originárias desses países nasceram ou residem no país há mais de 20 anos.

Ao contrário, alemães, franceses, ingleses e poloneses residem na Suíça por lapso de tempo mais curto e relativamente poucos originários desses países nasceram na Suíça.

As taxas elevadas de residentes estrangeiros na Suíça são explicadas em parte pela dificuldade em obter o passaporte vermelho com a cruz branca. Se o povo suíço aceitou este ano uma iniciativa popular visando  facilitar a naturalização dos estrangeiros de terceira geração, o processo de naturalização continua sendo entre os mais restritivos da Europa.  

Contrariamente ao que ocorre nos países de imigração tradicionais como os Estados Unidos ou a Austrália, uma criança nascida na Suíça não tem automaticamente a nacionalidade suíça.

A taxa de naturalização, que compara o número de aquisição da nacionalidade a dos residentes estrangeiros permanentes, é inferior à da média europeia. Em 2015, essa taxa era de 2,1% na Suíça.

Isso é explicado também pelo fato que mais de 80% dos estrangeiros residentes na Suíça provêm da Europa. Uma grande parte dos migrantes originários de países-membros da UE são altamente qualificados e não ficam muito tempo na Suíça. É por essa razão que o passaporte suíço lhes interessa menos, pois eles dispõem da livre circulação como cidadãos europeus. Os gráficos abaixo ilustram a preponderância da imigração europeia e particularmente dos países vizinhos da Suíça, de 1850 até hoje.

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