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Justiça suíça rejeita libertação de Roman Polanski

Polanski no Festival Internacional de Bangkok, em ouubro de 2005.

(Reuters)

O Tribunal Penal Federal da Suíça rejeitou o pedido de libertação apresentado pelos advogados do cineasta francês, considerando "alto o risco de fuga".

Polanski está preso há quase um mês em Zurique, aguardando um pedido de extradição dos Estados Unidos.

Depois da Secretaria Federal de Justiça já ter recusado um pedido de libertação provisória, desta vez é a justiça suíça que nega oficialmente outro pedido de libertação do cineasta franco-polonês. Como caução, Roman Polanski havia proposto que seu chalé em Gstaad (perto de Berna, capital suíça) fosse colocado sob sequestro da justiça com proibição de venda.

No entanto, o Tribunal Penal Federal (TPF) recusou essa eventualidade, julgando que o risco de fuga do cineasta era muito grande, em razão tanto dos "meios" que Roman Polanski dispõe como de suas "motivações", nas considerações do TPF.O cineasta ainda poderá recorrer ao Supremo Tribunal Suíço, mais alta instância judiciária do país.

Outros recursos

Os advogados de Polanski poderão ainda apresentar à Secretaria Federal de Justiça uma proposta de caução "concreta e conforme às exigências legais", afirma o Tribunal Penal. Além da caução, o cineasta poderia propor uma prisão domiciliar ou usar uma pulseira de vigilância eletrônica.

O Tribunal Penal Federal da Suíça considera que o tempo de detenção de Roman Polanski - preso em 26 de setembro quando chegou a Zurique para receber um prêmio em um festival – por enquanto é conforme ao princípio da proporcionalidade. As autoridades norte-americanas ainda dispõem de duas semanas de prazo para apresentar à Suíça um pedido de extradição.

Roman Polanski, 76 anos, é procurado pela justiça dos Estados Unidos depois de um processo aberto em 1977 por "relações sexuais ilegais" com uma adolescente que tinha então 13 anos.

swissinfo.ch com agências

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