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Novartis não planeja vacina gratuita contra A(H1N1)

Vacina contra o vírus influenza A(H1N1)

(Keystone)

A Novartis não pretende ceder vacina contra a chamada gripe suína de graça a países pobres, conforme pediu a OMS. O grupo farmacêutico suíço, no entanto, avalia a possibilidade de conceder um desconto.

Cerca de 30 países já teriam manifestado interesse pela vacina junto à empresa sediada em Basileia. Berna também negocia um contrato de fornecimento do preventivo.

"Países em desenvolvimento e doadores devem cobrir os custos", disse o executivo-chefe da Novartis, Daniel Vasella, em entrevista ao jornal britânico Financial Times, segundo informa a agência de notícias SDA. "É preciso haver estímulos financeiros para que a produção seja sustentável", argumentou o empresário.

A Novartis informou na última sexta-feira (12/6) que já produziu um pequeno volume de vacina contra o vírus A(H1N1), algumas semanas antes do previsto. Após testes clínicos a partir de julho, a empresa espera uma autorização do produto para o final deste ano.

Escassez de vacina em países ricos?

Segundo Vasella, grande parte da nova vacina já está reservada. Por isso, pode haver escassez inclusive em países ricos, acrescentou. Cada dose deverá custar entre 10 e 15 dólares.

A diretora-geral da Organização Mundial da Saúde, Margaret Chan, pediu aos grupos farmacêuticos que ofereçam a vacina contra a gripe suína de graça aos países pobres.

Além da Novartis, cerca de 20 empresas trabalham no desenvolvimento de vacinas contra a gripe influenza A(H1N1), que já atingiu mais de 35 mil pessoas e causou 163 mortes em 76 países (dados de 15/6).

Alguns laboratórios planejam atender pelo menos em parte o pedido da OMS. O grupo britânico GlaxoSmithKline, por exemplo, anunciou que oferecerá gratuitamente 50 milhões de doses.

Posição da Novartis

Questionada pela swissinfo.ch sobre sua rejeição à doação do imunizador, a Novartis respondeu que coopera com governos, parceiros e o setor de saúde pública, bem como com a OMS, para encontrar soluções sustentáveis e melhorar o serviço de saúde e o acesso a vacinas em países em desenvolvimento.

"No que se refere ao H1N1, nossa prioridade é cumprir as obrigações contratuais de fornecimento de vacinas contra pandemias aos governos que têm contratos conosco. Além disso, a Novartis se engaja fortemente para fornecer vacinas aonde elas forem necessárias", disse o diretor de relações públicas internacionais da empresa, Michael Schiendorfer, à swissinfo.ch.

"Não planejamos dar vacinas contra o H1N1 de graça. Deve-se considerar, no entanto, que mais de 70% das vacinas que produzimos anualmente, como por exemplo a antipólio, são usadas na área da saúde pública em países em desenvolvimento. Muitas dessas vacinas são fornecidas a preço de custo ou até com prejuízo", acrescentou.

Schiendorfer explicou assim a posição da Novartis: "Não acreditamos que a entrega gratuita de vacinas seja uma solução sustentável. E também não partilhamos a opinião de que é responsabilidade da indústria dar seus produtos de graça."

Berna também negocia

A Novartis informou que cerca de 30 governos já manifestaram interesse por sua vacina anti-A(H1N1). Em maio passado, a empresa recebeu uma encomenda no valor de 289 milhões do dólares do governo dos EUA. Algumas das encomendas referem-se a contratos já existentes para fornecimento de vacinas contra pandemias.

Um contrato desses tinha sido firmado pelo governo suíço com a britânica GlaxoSmithKline em 2006, quando se temia uma pandemia da gripe aviária. "Com a propagação da gripe suína, esse contrato precisa ser renegociado", disse Jean-Louis Zurcher, porta-voz da Secretaria Federal de Saúde (SFS).

Segundo Zurcher, além da Novartis, a Suíça – que tem 26 casos de A(H1N1) confirmados – negocia com vários outros fabricantes sobre o fornecimento de uma vacina contra o vírus A(H1N1). Ele prevê o fechamento de um contrato para as próximas semanas.

Geraldo Hoffmann, swissinfo.ch (com agências)

Gripe suína

Até segunda-feira (15/6) haviam sido confirmados oficialmente 35.928 casos de infecção com o vírus influenza A(H1N1) em 76 países, incluindo 163 mortes.

Os EUA apresentavam o maior número de casos (17.855), seguidos pelo México (6241), Canadá (2978) e Austrália (1823).

Na Suíça foram examinados 155 casos de suspeita e confirmados 26 até segunda-feira - faltam ainda os resultados de 38 exames.

Desde o dia 11 de junho, a OMS considera a gripe A(H1N1) um pandemia.

O governo suíço tem reservas de medicamentos para tratar 25% da população em caso de pandemia e aprovou a compra de mais 40 mil caixas do medicamento tamiflu como reserva de emergência adicional, para o caso de haver escassez temporária do remédio.

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